Governo estuda enviar projeto para acelerar aprovação do fim da escala 6×1

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Fim da escala 6×1 é prioridade do governo federal, afirma Gleisi Hoffmann.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou que a eliminação da escala de seis dias trabalhados por um de folga (6×1) é uma das principais prioridades do governo federal para este ano. Durante uma coletiva de imprensa, ela mencionou que um projeto pode ser enviado para unificar as propostas em discussão no Congresso, com a expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre.

Gleisi enfatizou que, após a correção do salário mínimo e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, é fundamental que o governo se preocupe com a qualidade de vida da população. Ela ressaltou que um único dia de descanso por semana é insuficiente, especialmente para as mulheres, que frequentemente acumulam responsabilidades domésticas e pessoais.

A ministra também afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, demonstrou abertura para discutir o tema, e que o governo deve lutar pela sua aprovação. Gleisi acredita que o projeto tem apoio popular e, assim como a isenção do imposto de renda, deve contar com a aprovação do Parlamento.

Ela lembrou que a isenção do IR foi aprovada por unanimidade nas duas casas do Congresso, o que demonstra que, quando há um consenso na opinião pública, o Legislativo tende a ser sensível às propostas apresentadas. Gleisi destacou que alguns setores da indústria já adotam escalas diferenciadas de trabalho.

Ano Legislativo

Com o retorno dos trabalhos legislativos em 2 de fevereiro, além do fim da escala 6×1, Gleisi Hoffmann mencionou outras prioridades do governo, como a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, a regulamentação do trabalho por aplicativos, a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção. O governo também está focado em medidas provisórias, como a criação do programa Gás do Povo e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter no Brasil.

O governo busca manter o veto do presidente Lula ao projeto de lei que prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Gleisi defendeu que a responsabilização dos envolvidos na tentativa de golpe deve seguir o devido processo legal, considerando essa medida essencial para a democracia e o Estado Democrático de Direito.

Além disso, Gleisi anunciou que os Três Poderes assinarão um pacto para o enfrentamento ao feminicídio no dia 4 de fevereiro, destacando a violência contra a mulher como uma das prioridades da agenda do governo.

Emendas parlamentares

A ministra também abordou a questão das emendas parlamentares, afirmando que o tema está pacificado. O Orçamento de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas, com aproximadamente R$ 37,8 bilhões destinados a emendas impositivas, que são de pagamento obrigatório. O governo planeja antecipar o pagamento de pelo menos 65% dessas emendas até julho.

As emendas parlamentares são uma forma de destinação de recursos do orçamento público, indicadas por deputados e senadores para finalidades específicas, geralmente relacionadas a obras ou serviços em suas regiões. A transparência na destinação desses recursos, especialmente em relação ao chamado orçamento secreto, é um tema em discussão no Supremo Tribunal Federal.

Banco Master

Em relação às investigações sobre fraudes financeiras do Banco Master, Gleisi Hoffmann comentou sobre tentativas da oposição de vincular membros do governo ao proprietário do banco, Daniel Vorcaro. Ela explicou que o presidente Lula frequentemente se reúne com diversos representantes da sociedade, incluindo banqueiros, e que essas interações são normais no exercício da presidência.

A ministra ressaltou que o presidente orientou que a situação fosse investigada de forma rigorosa e técnica, e que isso está sendo feito. Gleisi também se referiu a uma nota divulgada por Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF, que esclareceu sua relação com o Banco Master e afirmou que não há irregularidades em sua atuação como consultor jurídico antes de assumir o cargo no governo.

Ela destacou que toda a apuração da Polícia Federal em relação ao Banco Master ocorreu durante a gestão de Lewandowski no Ministério da Justiça, e que o banqueiro foi preso nesse período. Gleisi criticou as tentativas da oposição de associar o governo a esse caso, afirmando que a investigação está sendo conduzida de maneira firme e decidida

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