Governo gaúcho lança alerta sanitário sobre raiva dos herbívoros na Região Noroeste
Alerta sanitário para raiva herbívora no Rio Grande do Sul mobiliza autoridades e produtores.
Um alerta sanitário sobre a raiva dos herbívoros foi emitido recentemente pelo governo do Rio Grande do Sul, visando os municípios de Tiradentes do Sul e São Nicolau, na Região Noroeste do Estado. A medida foi tomada após a identificação de focos da doença nessas localidades.
O alerta se torna ainda mais relevante devido ao número significativo de agressões a animais na região, aliado à falta de identificação dos refúgios dos morcegos hematófagos, responsáveis pela transmissão da raiva. A ausência de dados precisos sobre a localização desses morcegos aumenta o risco de disseminação da doença.
A comunicação destaca que a evolução dos focos de raiva pode atingir cidades vizinhas, como Esperança do Sul, Crissiumal e Derrubadas, em relação a Tiradentes do Sul, e Pirapó, Garruchos e Dezesseis de Novembro perto de São Nicolau.
É fundamental que os produtores rurais, ao encontrarem novos refúgios de morcegos-vampiros, evitem a captura por conta própria. A orientação é que informem imediatamente as autoridades locais, como a Inspetoria ou o Escritório de Defesa Agropecuária, sobre a localização dos refúgios. Os morcegos da espécie Desmodus rotundus costumam se esconder em troncos ocos de árvores, cavernas, fendas de rochas, túneis e até em casas abandonadas.
A captura dos morcegos é realizada exclusivamente pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, que são equipados e capacitados para tal. Essas equipes são acionadas pelas regionais da Secretaria da Agricultura em casos de laudos positivos para a doença ou quando há alta incidência de mordeduras em animais de produção, como bovinos e equinos.
Wilson Hoffmeister, coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Secretaria da Agricultura, destaca que ações estão sendo implementadas na região para localizar os refúgios dos morcegos e prevenir a raiva. O trabalho envolve o controle dos morcegos e a conscientização dos produtores sobre a importância da vacinação dos rebanhos.
“Nossas equipes realizam o monitoramento de focos, atendem suspeitas e adotam medidas sanitárias rapidamente para conter a disseminação da doença. Essa ação contínua depende da colaboração dos produtores e da comunicação eficaz sobre qualquer ocorrência, assegurando a proteção da pecuária e a segurança sanitária no Estado”, ressaltou Hoffmeister.
