Governo Lula reduz efetivo em 4.255 servidores em um ano
Contingente de funcionários do Executivo federal registra queda em junho de 2026.
O número de funcionários ativos do Executivo federal diminuiu para 569.230 em junho de 2026, marcando uma redução de 4.255 pessoas em relação ao ano anterior, o que representa uma queda de 0,74% em um ano.
Essa diminuição ocorre após dois anos consecutivos de aumento no número de servidores. O total havia recuado de 569.217 em junho de 2022 para 556.134 em junho de 2023. Em seguida, houve uma recuperação, com o número subindo para 572.990 em junho de 2024 e alcançando 573.485 em junho de 2025.
Esses dados refletem uma tendência de ajustes na estrutura do funcionalismo público, que pode estar relacionada a políticas de gestão de pessoal e controle de gastos do governo.
Desde 2018, quando a série começou a ser analisada, o maior número de funcionários ativos foi registrado durante a gestão anterior, com 633.635 servidores no governo Michel Temer.
APOSTA EM CONCURSOS
Para recompor o quadro de funcionários, o governo lançou duas edições do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). A primeira edição, em 2024, ofereceu 6.640 vagas e atraiu 2,1 milhões de inscrições, com salários iniciais de até R$ 22.921,71.
A segunda edição, realizada em 2025, disponibilizou 3.652 vagas, sendo 2.480 imediatas e 1.172 para preenchimento no curto prazo, evidenciando a necessidade de reposição de pessoal no Executivo.
AUMENTO DE GASTOS
Apesar da redução no número de servidores, os gastos da União com pessoal e encargos sociais atingiram R$ 214,4 bilhões no primeiro semestre de 2026. Este valor representa um aumento de 10,6% em relação aos R$ 193,9 bilhões do mesmo período em 2025, corrigido pela inflação.
Esse montante é o mais elevado para um primeiro semestre desde 2020, incluindo despesas com sentenças judiciais e precatórios, que são dívidas reconhecidas por decisões judiciais. Sem esses pagamentos, os gastos com pessoal e encargos sociais alcançaram R$ 203,7 bilhões, demonstrando um aumento real de 5,8% em comparação ao primeiro semestre de 2025.
