Governo planeja cortes de subsídios com estabilização do petróleo em US$ 80

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Governo brasileiro avalia encerrar subsídios a combustíveis com estabilização do petróleo.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda anunciou que o governo está considerando o fim das subvenções aos combustíveis, caso o preço do barril de petróleo se mantenha em torno de US$ 80.

Recentemente, os preços do petróleo apresentaram uma queda significativa, especialmente após um acordo entre os Estados Unidos e o Irã que visa encerrar conflitos na região. O valor do barril chegou a US$ 77, um patamar semelhante ao que se observava antes das tensões aumentarem no Oriente Médio.

Nesta quinta-feira, o petróleo Brent registrou uma queda de 1,65%, cotado a US$ 78. O secretário Ceron ressaltou a importância de monitorar o cenário internacional nos próximos 30 dias, enfatizando a necessidade de cautela em relação aos impactos do conflito nos preços dos combustíveis.

Ceron declarou: “Se o preço se estabilizar em torno de US$ 80 o barril, realmente não há necessidade de continuidade das medidas. A gente vai retirar por prudência, com toda certeza”.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, o governo brasileiro implementou uma série de medidas para mitigar os efeitos da alta do petróleo nos preços internos. Em março, o barril chegou a custar US$ 120, levando à adoção de subsídios e reduções de impostos sobre diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha.

Essas medidas, que inicialmente tinham validade de dois meses, foram prorrogadas até o final de julho. O secretário afirmou que esse prazo é adequado para avaliar os efeitos da guerra no mercado brasileiro, mencionando a possibilidade de antecipar o fim das subvenções ou permitir que elas expirem conforme o programado.

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