Governo realiza reuniões semanais com autoridades dos EUA para discutir tarifação, afirma ministro Márcio Rosa
Brasil apresenta nova proposta tarifária aos EUA em busca de ampliação nas importações.
O governo brasileiro tem mantido reuniões frequentes com autoridades dos Estados Unidos para discutir questões tarifárias. Recentemente, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, anunciou que o Brasil apresentou uma proposta visando expandir a participação de produtos americanos nas importações brasileiras através de “acomodações tarifárias”.
Em entrevista à CNN Brasil, Rosa mencionou que a proposta inclui um “realinhamento tarifário” focado em determinados setores, embora não tenha especificado quais áreas seriam afetadas. O objetivo é facilitar o aumento das vendas dos produtos norte-americanos no mercado brasileiro.
As negociações ocorrem em um contexto de conversações bilaterais, em resposta a uma recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) que sugere a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, após uma investigação sobre práticas comerciais que seriam consideradas desleais.
O ministro destacou que o prazo para a decisão final dos EUA sobre o assunto é 15 de julho e que o Brasil enviará sua proposta formal até 1º de julho. Rosa também comentou sobre uma audiência do USTR agendada para 6 de julho, que contará com a participação do setor privado e da sociedade civil, enquanto as autoridades governamentais se concentram nas negociações bilaterais.
Durante a entrevista, o ministro expressou sua preocupação com o fato de que alguns brasileiros solicitam aos EUA que adotem medidas prejudiciais ao Brasil, ressaltando que o governo americano prioriza seus próprios interesses. Rosa afirmou que a posição dos EUA é voltada para os interesses norte-americanos, sem considerar as implicações para o Brasil.
Após a visita do senador Flávio Bolsonaro aos EUA, onde se encontrou com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, o governo dos EUA designou facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. Essa classificação pode levar à imposição de sanções, além das tarifas comerciais adicionais propostas pelo USTR.
Flávio Bolsonaro, que se inscreveu para participar da audiência do USTR, pediu a Trump a classificação de terrorista para o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, ao mesmo tempo em que solicitou que não fossem impostas tarifas comerciais ao Brasil. O presidente Lula e seus aliados tentam responsabilizar Flávio pela pressão tarifária dos EUA.
