Governo Trump Acusa Ex-Diretor do FBI de Ameaças e Mentiras ao Congresso
Ex-diretor do FBI, James Comey, enfrenta novas acusações enquanto sua filha é reintegrada ao cargo após demissão ilegal.
James Comey, ex-diretor do FBI, foi novamente acusado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, conforme reportado por veículos de comunicação. Esta nova acusação surge em meio a uma decisão judicial que considerou a demissão de sua filha, Maurene Comey, do cargo de promotora federal, como ilegal.
Em um vídeo divulgado em sua conta no Instagram, Comey afirmou que as autoridades estão agindo contra ele novamente e reafirmou sua inocência, embora não tenha fornecido detalhes sobre as novas acusações enfrentadas.
Vale lembrar que Comey já é alvo de outros processos federais. No ano anterior, ele foi acusado de mentir ao Congresso a respeito de autorizações para vazamentos de informações à imprensa, mas o caso foi arquivado por um juiz que concluiu que o promotor responsável pela acusação não tinha sido nomeado legalmente.
Em outro incidente, Comey foi acusado de ameaçar o ex-presidente Donald Trump após publicar uma imagem que foi interpretada como uma referência à remoção do presidente. Ele também se declarou inocente em relação a esta acusação.
Trump demitiu Comey de seu cargo no FBI em 2017, durante seu primeiro mandato, enquanto a agência investigava possíveis ligações entre sua campanha presidencial e a Rússia. Desde então, Comey se tornou um crítico do ex-presidente.
No mesmo dia em que as novas acusações contra Comey foram reveladas, um juiz federal declarou ilegal a demissão de Maurene Comey. Ela atuou como promotora no escritório do procurador federal de Manhattan desde 2015 e esteve envolvida em casos de destaque, incluindo processos contra figuras proeminentes como Ghislaine Maxwell e Sean “Diddy” Combs.
Maurene foi demitida em julho de 2025, poucos meses após o início do segundo mandato de Trump, e alegou que sua demissão foi motivada por ser filha de James Comey, o que violaria as normas que protegem servidores federais contra demissões por motivos políticos.
O juiz Jesse Furman determinou que Maurene deveria ser reintegrada ao cargo com efeito retroativo até dezembro de 2025, o que garante o pagamento de salários atrasados e acesso a benefícios de aposentadoria. O Departamento de Justiça, no entanto, manifestou sua intenção de recorrer da decisão.