Governo Trump reduz proteção de espécies ameaçadas nos Estados Unidos
Governo dos EUA implementa mudanças que afetam a proteção de espécies ameaçadas.
O governo dos Estados Unidos anunciou recentemente duas alterações significativas na Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA), que visa proteger diversas espécies, incluindo o urso-pardo-do-alasca e a águia-de-cabeça-branca.
A primeira mudança revoga a aplicação automática das disposições da ESA para espécies listadas como “ameaçadas”, o que pode reduzir a proteção anteriormente garantida a essas espécies.
A segunda alteração permite que considerações econômicas e de segurança nacional sejam levadas em conta ao decidir se uma área deve ser designada como “habitat crítico” para as espécies ameaçadas, o que pode impactar negativamente a preservação de ambientes naturais.
O secretário do Interior, Doug Burgum, justificou as mudanças afirmando que a legislação anterior estava sendo usada para bloquear projetos nos Estados Unidos, elevando custos e prejudicando a competitividade do país.
Essas decisões surgem logo após uma outra medida que restringiu a definição do termo “dano” na legislação, levantando preocupações sobre a proteção de habitats naturais que até agora eram resguardados.
Defensores do meio ambiente expressaram sua preocupação de que essas mudanças possam facilitar a destruição de habitats, anunciando planos de recorrer à Justiça para contestar as novas diretrizes.
Noah Greenwald, representante de uma organização de conservação, criticou o governo, afirmando que essas ações refletem uma preferência pela indústria em detrimento da proteção ambiental.
Em contraste, o Departamento do Interior, sob a administração Biden, destacou que a ESA tem sido crucial na preservação de centenas de espécies ameaçadas nos últimos 50 anos, ressaltando a importância da legislação para a biodiversidade do país.
