Governo Trump revela que bloqueio no Golfo de Omã já provoca prejuízo de US$ 4,8 bilhões ao Irã
Pressão econômica sobre o Irã resulta em perdas bilionárias devido a restrições no Golfo de Omã.
O governo dos Estados Unidos estima que o Irã deixou de arrecadar aproximadamente US$ 4,8 bilhões em receitas de petróleo, consequência das restrições impostas no Golfo de Omã. Essa pressão econômica tem como objetivo influenciar as negociações com Teerã, que continuam sem um acordo firme.
A estratégia do governo norte-americano, liderado por Donald Trump, visa demonstrar o impacto das sanções enquanto as conversações de paz se arrastam. O Departamento de Defesa dos EUA divulgou os dados para evidenciar a eficácia das medidas adotadas.
A Marinha dos EUA intensificou suas ações após o Irã restringir o tráfego no Estreito de Ormuz. Embora a passagem nunca tenha sido completamente interrompida, embarcações ligadas a Teerã continuaram a operar, enquanto outras enfrentaram limitações significativas.
A abordagem de bloquear o tráfego de navios iranianos reflete uma lógica de pressão econômica similar àquela utilizada em outras situações, como no caso da Venezuela. O objetivo é forçar o Irã a atingir sua capacidade máxima de armazenamento de petróleo, levando à possibilidade de fechamento de poços.
“Eles provavelmente estão a várias semanas — ou talvez até um mês — de esgotar a capacidade de armazenamento”, afirmou um analista do Eurasia Group.
As restrições impostas aos petroleiros afetam diretamente uma das principais fontes de receita do Irã, cujo petróleo representa cerca de 10% a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A escalada das tensões na região tem impulsionado os preços do petróleo, que já registram uma alta de mais de 50% desde o início do conflito entre EUA e Irã.
Recentemente, o barril do tipo Brent, referência global, foi cotado a US$ 109,12, refletindo as incertezas no Estreito de Ormuz e as repercussões do bloqueio.
Trump expressou sua insatisfação com as propostas de acordo do Irã, afirmando que a situação ainda está longe de ser resolvida. Ele mencionou que as conversas estão em andamento, mas que não está satisfeito com as ofertas apresentadas.
“Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito. Eles precisam apresentar o acordo certo”, declarou o presidente.
Além disso, Trump garantiu que não está preocupado com os estoques de mísseis dos EUA, apesar das preocupações sobre o uso de armamentos durante o conflito. Na noite anterior, o Irã apresentou sua proposta mais recente de negociação a mediadores no Paquistão, conforme relatado por fontes locais.
O frágil cessar-fogo em vigor entre os dois países continua, embora ambos tenham trocado acusações sobre violações. A situação permanece delicada e incerta.
Recentemente, o governo dos EUA buscou contornar um prazo legal que exigiria autorização do Congresso para a continuidade das operações militares. A administração argumenta que o conflito se encerrou com o cessar-fogo iniciado em abril, o que permitiria a manutenção das tropas na região.
“As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 foram encerradas”, escreveu Trump em uma carta aos líderes do Congresso.
Na mesma correspondência, o presidente destacou que a crise ainda está longe de um desfecho, justificando a presença militar no Oriente Médio com a alegação de que o Irã continua a representar uma “ameaça significativa” aos interesses dos EUA e das Forças Armadas.
