Haddad critica Banco Central por criar problema desnecessário com taxa de juros

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Fernando Haddad critica a taxa de juros e propõe mudanças na política monetária de São Paulo.

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou preocupações sobre a atual taxa básica de juros, que se encontra em 14,25% ao ano. Em recente entrevista, ele argumentou que essa taxa “cria um problema desnecessário” para a economia.

Durante a conversa no programa No Osso, promovido pelo grupo Derrubando Muros, Haddad destacou que a Selic não deveria ter atingido 15% no ano passado e criticou o Banco Central por não ter iniciado cortes nas taxas mais cedo. Essas questões, segundo ele, são os principais pontos de sua crítica à política monetária vigente.

O ex-ministro enfatizou que a elevada taxa de juros está endividando o Estado, afirmando: “O que está endividando o Estado é a taxa de juros, não é outra coisa”. Ele argumentou que a manutenção dessa taxa inviabiliza a possibilidade de um superávit primário, alertando que isso pode levar a consequências severas para a população.

Haddad também mencionou que, pela primeira vez em muitos anos, um presidente, neste caso Luiz Inácio Lula da Silva, enviará ao Congresso uma proposta de Orçamento com superávit ao final de seu mandato. Ele observou que essa prática não era vista desde o segundo mandato de Lula, já que os presidentes subsequentes não deixaram previsões orçamentárias superavitárias.

Além disso, o ex-ministro acredita que a continuidade do saneamento das contas públicas, que se deterioraram entre 2013 e 2022, poderá possibilitar uma mudança significativa na política monetária após as eleições. Para ele, a política de juros poderá ser ajustada para uma normalidade com o avanço do ajuste fiscal.

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