Haddad escolhe França como vice na corrida pelo Governo de SP, com Tebet e Marina concorrendo ao Senado

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Márcio França é escolhido como vice de Fernando Haddad na corrida pelo Governo de São Paulo.

O ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) foi anunciado como o candidato a vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o governo do estado de São Paulo. A composição da chapa também inclui as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que disputarão as vagas ao Senado.

Durante um pronunciamento em seu QG de campanha na capital paulista, Haddad destacou a importância da paridade na chapa e elogiou a experiência de França, afirmando que sua contribuição será vital para a agenda do estado. O ex-ministro enfatizou que a responsabilidade não recairá sobre uma única pessoa.

Haddad ressaltou a necessidade de coesão em torno de um projeto que transcende São Paulo, considerando que os resultados eleitorais no estado têm repercussões em nível nacional. A decisão de formar a chapa foi resultado de discussões entre os quatro políticos e líderes partidários, incluindo uma reunião com o presidente Lula no Palácio da Alvorada.

O presidente Lula está atento à formação de alianças em São Paulo, dado que o estado possui o maior eleitorado do país, o que torna essencial a construção de um palanque forte. A escolha de França como vice ocorreu após ele aceitar a posição, mesmo desejando inicialmente ser candidato a senador ou governador.

Aliados de Haddad acreditam que França pode agregar votos em regiões onde o PT possui pouca influência, como na Baixada Santista. Haddad também negou que houve impasses na escolha do vice, descrevendo a situação como um processo de boa fé entre os envolvidos.

A chapa também se beneficia do perfil combativo de França, que deverá liderar os ataques ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. Durante a reunião com Lula, França sugeriu que sua candidatura ao governo poderia dividir votos e forçar um segundo turno entre Haddad e Freitas, o que poderia ser vantajoso para a campanha petista.

Entretanto, a estratégia que prevaleceu foi a de que Haddad obteria mais votos no primeiro turno do que em 2022, o que também beneficiaria Lula. Aliados do presidente consideram que, se Tarcísio for reeleito no primeiro turno, ele poderá não se empenhar tanto no segundo turno para apoiar Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula.

França também havia defendido a candidatura de Simone Tebet como vice, acreditando que sua presença poderia facilitar o diálogo com o agronegócio e trazer diversidade à chapa. Contudo, a decisão foi influenciada pelo compromisso de Tebet em se candidatar ao Senado e pela avaliação de que ela tem boas chances de ser eleita.

Haddad inicialmente buscava uma vice mulher ligada ao setor agropecuário, realizando sondagens com figuras como a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Teresa Vendramini. A posição de França na aliança já havia sido discutida em 2022, quando ele aceitou ser candidato ao Senado e indicou sua esposa, Lúcia França, como vice de Haddad.

Na reunião de quarta-feira, também estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o presidente do PSB, João Campos, e o presidente do PT, Edinho Silva. Após as discussões, o grupo permaneceu no Alvorada para assistir a um jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Nas eleições de 2022, Haddad obteve o melhor desempenho do PT na história das eleições em São Paulo, conquistando 36% dos votos no primeiro turno e 45% no segundo, um resultado considerado crucial para a vitória de Lula naquele ano.

TEBET

Simone Tebet (PSB) participou de uma cerimônia da Petrobras ao lado do presidente Lula em Mato Grosso do Sul. Ela deixou o ministério do Planejamento em março para cumprir o prazo de desincompatibilização, mas discursou como ex-prefeita de Três Lagoas, onde a estatal retoma as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados.

Durante seu discurso, Tebet afirmou que este poderia ser o último ato de um ciclo político em sua vida, mencionando sua nova missão como pré-candidata ao Senado. Ela elogiou Lula, destacando que nenhum presidente na história do Brasil fez tanto por Três Lagoas quanto ele.

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