Homem é libertado após décadas no corredor da morte nos Estados Unidos
Douglas Carter, homem condenado à morte, é libertado após nova análise de DNA.
Um homem de 71 anos, que passou décadas no corredor da morte nos Estados Unidos, foi libertado após um relatório apontar que seu DNA não correspondia às evidências do crime. A decisão foi anunciada na segunda-feira, 28, pela equipe de defesa de Douglas Carter.
Carter foi condenado à morte em 1985 pelo assassinato de Eva Olesen, que era tia do então chefe de polícia de Provo, Utah. Após um segundo julgamento em 1992, ele foi novamente sentenciado à pena capital.
Recentemente, um juiz ordenou sua libertação sob fiança enquanto aguarda um novo julgamento, trazendo esperança para o homem que passou mais de quatro décadas encarcerado.
A acusação sustentava que o crime ocorreu durante um assalto que deu errado. Carter, um homem negro, foi implicado por duas testemunhas e acabou assinando uma confissão, mas sempre alegou sua inocência, afirmando que a confissão foi obtida sob coação policial.
A defesa de Carter argumenta que as evidências físicas e os depoimentos das testemunhas sugerem que um homem branco foi o verdadeiro autor do assassinato de Olesen.
O advogado de Carter, Neal Hamilton, expressou sua satisfação com a libertação, afirmando que o Estado roubou 41 anos da vida de seu cliente e que ele finalmente estava em casa. “É um grande dia”, declarou Hamilton.
No ano anterior, a Suprema Corte de Utah havia determinado um novo julgamento, citando “má conduta grave” por parte dos investigadores envolvidos no caso.
Importante ressaltar que não havia provas físicas ligando Carter à cena do crime. Sua condenação se baseou principalmente em sua confissão e no testemunho de Epifanio Tovar e sua esposa Lucía.
Em 2011, os Tovar revelaram que haviam sido instruídos a mentir durante o julgamento e que a polícia havia pago suas contas de aluguel e telefone, além de ameaçá-los com a deportação, junto com seu filho.