Homem transforma 150 mil garrafas PET em ilha artificial de 1.000 m² e vive há anos em santuário sobre a água
Artista britânico cria ilha flutuante sustentável a partir de garrafas PET recicladas.
O artista britânico Richart Sowa, conhecido como Rishi, dedicou anos à construção de uma ilha flutuante chamada Joysxee Island, localizada em Isla Mujeres, no México. A estrutura foi erguida utilizando cerca de 150 mil garrafas PET, além de madeira, redes reutilizadas, areia e vegetação, com o objetivo de transformar plástico descartado em uma base sólida que sustentasse uma ilha sobre a água.
A construção da Joysxee Island baseou-se em um princípio simples: utilizar o ar preso nas garrafas plásticas para criar flutuação. Richart organizou as garrafas em redes e sacos reutilizados, formando uma base que variava entre 1 e 5 metros de espessura. Sobre essa estrutura, foram adicionados materiais como madeira e areia, criando um espaço que incluía uma casa e áreas verdes. O projeto também buscou integrar elementos naturais para reduzir a dependência de infraestrutura convencional.
- painéis solares para geração de energia;
- hortas e árvores frutíferas;
- lagoas e áreas com vegetação;
- estruturas para aproveitamento da energia das ondas;
- raízes de mangue ajudando a envolver e proteger parte das garrafas.
A ideia de Richart não surgiu do nada. Antes da Joysxee Island, ele havia criado a Spiral Island, também no México, no final dos anos 1990. Essa primeira estrutura foi um experimento para testar a viabilidade de usar garrafas plásticas como base para construções flutuantes. Após essa experiência inicial, o artista aprimorou seu conceito, resultando na Joysxee Island, que se tornou maior e mais estruturada, incorporando uma casa, vegetação e sistemas para garantir a habitabilidade sobre a água.
Embora a Joysxee Island tenha se destacado por sua inovação e ambição, o projeto também enfrentou desafios significativos. A transformação de centenas de milhares de embalagens plásticas em uma ilha habitável foi uma conquista sem precedentes, chamando a atenção para a reciclagem criativa e o reaproveitamento de resíduos.
No entanto, a força da natureza apresentou um obstáculo que nenhuma solução artesanal poderia controlar completamente. Uma versão anterior da ilha foi destruída em 2005 pelo furacão Emily. Apesar desse revés, Richart continuou a desenvolver novas estruturas para sua ilha.
A Joysxee Island, por sua vez, também enfrentou os efeitos do tempo e das condições do mar. Em 2020, uma estrutura flutuante com árvores foi encontrada na região de Isla Blanca, identificada como parte da ilha. Naquele momento, o projeto parecia encerrado, com as redes sociais relacionadas à construção sem novas atualizações. Isso evidenciou que, apesar de ser um exemplo criativo de reaproveitamento de resíduos e bioconstrução, a estrutura artesanal da ilha tinha limitações diante das condições naturais.
Dessa forma, a Joysxee Island é mais lembrada como um experimento de sustentabilidade e uma experiência de vida alternativa, do que como um modelo a ser amplamente replicado. A seguir, confira um vídeo que mostra como é a Joysxee Island:
