Hugo Motta classifica PL da Misoginia como urgente para o Brasil

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Presidente da Câmara prioriza combate à misoginia e discute agenda ampla de propostas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enfatizou a importância do combate à misoginia como uma prioridade legislativa. Ele defendeu a necessidade de avançar com o projeto que visa endurecer a legislação contra ataques às mulheres.

Embora considere a proposta urgente para o Brasil, Motta não garantiu a votação do PL da Misoginia nesta semana. O texto ainda precisa ser discutido no Colégio de Líderes e enfrenta resistência da bancada evangélica, que questiona a definição do crime.

“Misoginia, esse é um projeto que é urgente para o Brasil. Nós não podemos compactuar com mulheres que estão sendo agredidas, violentadas e mortas todos os dias em nosso país.”

A relatora da proposta, deputada Tabata Amaral, está envolvida nas negociações com o governo e as bancadas partidárias, incluindo a Frente Parlamentar Evangélica, para buscar um consenso sobre o texto.

Motta destacou os avanços da Câmara em propostas que aumentam as punições para agressores e criam mecanismos de proteção para as vítimas. Ele mencionou a aprovação de projetos que incluem o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores e a criação de uma rede de proteção às mulheres.

As discussões sobre misoginia são parte de uma agenda mais abrangente a ser negociada no Colégio de Líderes. Motta anunciou que a Câmara terá duas semanas de esforço concentrado, uma agora e outra entre o final de agosto e início de setembro.

A concentração das sessões aumenta a pressão para definir quais propostas serão priorizadas, dado o tempo limitado para votações. Entre os temas a serem discutidos estão combustíveis, fertilizantes, minerais críticos, a Copa do Mundo Feminina de 2027, recursos para o Ministério da Defesa e o Plano Nacional de Cultura.

“Esses temas são muito importantes do ponto de vista estratégico para o país, para garantir principalmente, que é o que é mais urgente, o não aumento da inflação, principalmente ligado ao aumento do preço dos combustíveis.”

Motta argumentou que as propostas sobre combustíveis e fertilizantes são essenciais para mitigar as vulnerabilidades do agronegócio no Brasil. Ele também ressaltou a importância da exploração de minerais críticos e terras raras, afirmando que o Brasil possui a segunda maior reserva desses minerais no mundo e defendendo incentivos para o setor.

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