IBGE registra segundo ano consecutivo de queda de 1,7% no rebanho bovino em 2025
Queda do rebanho bovino no Brasil chega a 1,7% em 2025, marcando segundo ano consecutivo de redução.
O rebanho bovino brasileiro enfrentou uma diminuição de 1,7% em 2025 em comparação com 2024. Essa redução resulta na totalização de 234,3 milhões de cabeças de gado, o menor número registrado desde 2022, conforme os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A principal causa para essa queda no rebanho é o aumento do abate nos últimos quatro anos, com um foco especial nas fêmeas. Essa tendência está alterando a composição do rebanho nacional, refletindo mudanças nas práticas de manejo e nas demandas do mercado.
Em termos regionais, São Félix do Xingu, no Pará, continua a liderar como o município com o maior rebanho, contabilizando 2,7 milhões de cabeças, o que representa 1,2% do total nacional. Essa concentração de gado na região revela a importância do estado na pecuária brasileira.
Além das informações sobre o rebanho bovino, houve um aumento nas cotações do suínos vivo e da carcaça suína em setembro, o que marca a primeira elevação no ano. Esse crescimento é atribuído à diminuição da oferta de carne e ao aumento da demanda no mercado interno, indicando uma recuperação no setor suinícola.
A indústria de carne suína está experimentando um ritmo de negócios mais intenso, o que tem contribuído para a valorização dos preços tanto do suíno vivo quanto da carcaça. Essa movimentação é um sinal positivo para os produtores, que enfrentam desafios devido às flutuações do mercado.
A Comissão Nacional de Biodiversidade (CONABI) anunciou a prorrogação dos trabalhos sobre espécies exóticas invasoras por mais seis meses. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ressaltou que essa decisão é um reconhecimento da complexidade do tema e visa avançar na construção de consensos para futuras deliberações, demonstrando a importância de um diálogo contínuo sobre a biodiversidade.