Ilse Aigner pode se tornar a primeira mulher presidente da Alemanha
Ilse Aigner se aproxima de ser a primeira mulher presidente da Alemanha.
A presidente do Parlamento Estadual da Baviera, Ilse Aigner, está prestes a fazer história ao se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de presidente da Alemanha. Recentemente, a imprensa local informou que a União Democrata Cristã (CDU) concordou em indicar Aigner para a mais alta posição do país.
Aigner é membro da União Social Cristã (CSU), partido que atua exclusivamente na Baviera e é aliado da CDU. Ela ocupou o cargo de ministra da Agricultura entre 2008 e 2013 no governo de Angela Merkel, que liderou o país entre 2005 e 2021.
No contexto do sistema parlamentarista alemão, o presidente desempenha um papel principalmente representativo e cerimonial, sem envolvimento direto na administração do governo. Suas responsabilidades incluem a promulgação de leis, a nomeação de autoridades e a representação do país em eventos oficiais. O chanceler federal, por sua vez, é o chefe do governo e detém o poder político do Executivo.
O Bundestag, parlamento alemão, deverá eleger o sucessor de Frank-Walter Steinmeier, do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), em 30 de janeiro de 2027. A CDU/CSU e o SPD possuem a maioria no Legislativo, e o SPD concedeu à União o direito de indicação.
Steinmeier deixará a presidência em março, após completar dez anos no cargo, o que é o limite estabelecido pela Constituição. Ele também foi indicado por uma coalizão entre CDU e SPD. Aigner já recebeu apoio explícito de membros do SPD e dos Verdes, tornando sua eleição quase garantida.
Friedrich Merz, líder da CDU, já expressou apoio à indicação de uma mulher para a presidência. Além de Aigner, outros nomes cogitados foram Monika Grütters, Julia Klöckner, Annegret Kramp-Karrenbauer e Karin Prien. O apoio a Aigner tem crescido significativamente dentro da CDU.
A decisão oficial sobre a indicação deve ser feita pela presidência da CDU na segunda-feira, dia 9. No entanto, é esperado que Merz já se pronuncie no domingo, durante um jantar com a liderança do partido, sobre seu apoio.
A trajetória política de Aigner começou em nível municipal, onde foi vereadora em sua cidade natal, Feldkirchen-Westerham, e membro do Conselho Distrital de Rosenheim. Ela é filiada à CSU desde 1985 e foi eleita pela primeira vez para a Assembleia Legislativa da Baviera em 1994, passando a integrar o Bundestag de 1998 a 2013.
De 2008 a 2013, Aigner foi ministra federal da Agricultura no governo Merkel. Após deixar Berlim, retornou ao Parlamento Estadual da Baviera, assumindo a Secretaria de Economia do estado. Posteriormente, exerceu brevemente a função de secretária da Habitação, Construção e Transportes, antes de ser eleita presidente do Legislativo bávaro.
Embora a presidência da Alemanha não estivesse em seus planos iniciais, Aigner construiu uma carreira sólida. Após concluir o ensino médio, ela se formou em rádio e televisão e se especializou como engenheira eletricista, trabalhando no desenvolvimento de helicópteros antes de ingressar na política.