Imposto sobre vinho europeu começa a cair nesta sexta com acordo UE-Mercosul e será zerado em 2034; confira as datas

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Acordo UE-Mercosul traz mudanças significativas para o setor agrícola brasileiro.

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que agora entra em vigor no Brasil, promete transformar o cenário do agronegócio. Uma das principais alterações é a redução do imposto de importação sobre vinhos, que cairá de 27% para 24% a partir de agora e para 21% em 1º de janeiro de 2027.

Essa mudança permitirá que os consumidores brasileiros tenham acesso a uma gama maior de vinhos europeus, especialmente de países como Itália, França e Espanha, que são conhecidos por seus produtos de qualidade. A expectativa é que a redução das tarifas torne os vinhos mais acessíveis e diversifique as opções disponíveis no mercado.

Além disso, os espumantes terão um cronograma de isenção de tarifas diferente. Garrafas com preços superiores a US$ 8 por litro terão a tarifa zerada imediatamente, enquanto aquelas abaixo desse valor ficarão isentas após um período de 12 anos. Essa medida visa estimular a competitividade e a variedade de produtos disponíveis aos consumidores brasileiros.

Os especialistas acreditam que a redução das tarifas, mesmo que gradual, irá incentivar as empresas brasileiras a diversificarem suas importações, buscando vinhos europeus de menor preço. A alta taxa de importação, que atualmente desestimula a compra de vinhos mais baratos, será menos impactante, permitindo que rótulos de menor custo se tornem mais viáveis no mercado.

Roberto Kanter, professor de MBAs, destaca que a oferta de vinhos na Europa é muito maior, o que possibilita a venda de produtos de qualidade a preços competitivos. Ele menciona que, com a nova política, o consumidor brasileiro poderá acessar uma variedade maior de vinhos de qualidade média a preços mais justos.

José Niemeyer, professor de Relações Internacionais, também ressalta que a concorrência entre os países aumentará, beneficiando o consumidor com preços mais baixos. No entanto, ambos os especialistas concordam que essa diminuição de preços não será imediata e ocorrerá de forma gradual.

A implementação do acordo, embora tenha enfrentado resistência de alguns produtores europeus preocupados com a competitividade, promete abrir novas oportunidades para o agronegócio brasileiro, especialmente no que diz respeito à importação de produtos agrícolas e bebidas.

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