In Forma apresenta novidades em sua edição de 3 de junho de 2026
Aliança entre PDT e PT renova esperanças políticas no Rio Grande do Sul.
Em 1989, Leonel Brizola emergiu como o candidato da esquerda nas primeiras eleições diretas para a Presidência do Brasil. Sua trajetória, marcada pela defesa da legalidade democrática em 1961 e anos de exílio, o tornava a figura ideal para confrontar Fernando Collor de Melo, representante do regime ditatorial e da Rede Globo.
Naquele contexto, o empresariado paulista, com suporte de parte da mídia, especialmente a Revista Veja, apresentou um candidato sindicalista com uma visão reformista. Essa estratégia visava desviar o foco dos antigos líderes sindicais, como Joaquinzão, que defendiam greves políticas. A diversidade de candidatos em 1989 fragmentou ainda mais a esquerda, resultando na presença de Collor e Lula no segundo turno, o que prejudicou as chances de Brizola.
Apesar de um desempenho decepcionante no debate final contra Collor e das acusações de ser informante do Dops, Lula se consolidou como a opção da esquerda. Brizola, que terminou em terceiro lugar, apoiou Lula no segundo turno, mas viu suas aspirações presidenciais se limitarem ao governo do Rio de Janeiro.
Nas eleições presidenciais de 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso, alavancado pelo sucesso do Plano Real, obteve vitórias significativas. Brizola, fora do segundo turno em 1994, optou por apoiar Lula e, em 1998, aceitou ser seu candidato a vice. Atualmente, Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola, busca o governo do Rio Grande do Sul, liderando uma nova aliança entre PDT e PT, com o apoio de Lula, que prioriza sua própria candidatura presidencial em detrimento do candidato natural do partido, Edegar Pretto.
Em outubro, a população terá a oportunidade de avaliar se essa nova aliança entre PDT e PT representa uma alternativa viável ou se se trata de uma estratégia eleitoral passageira.
