Inadimplência no aluguel no Rio Grande do Sul cai para 5,8% em março
Inadimplência no aluguel no Rio Grande do Sul atinge menor nível desde março de 2025.
A inadimplência no aluguel residencial no Rio Grande do Sul registrou uma significativa diminuição, alcançando 5,8% em março de 2026, o nível mais baixo desde março do ano anterior.
Desde fevereiro, quando a taxa era de 6,2%, o estado tem apresentado uma tendência de queda, refletindo um movimento similar em âmbito nacional. O levantamento considera contratos de locação com atrasos superiores a 15 dias.
O Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), que serve como base para esses dados, mostrou que o Rio Grande do Sul havia enfrentado altos índices de inadimplência, atingindo um pico de 7,3% em setembro de 2025. Essa recuperação pode ser um sinal positivo de recuperação econômica local.
Especialistas afirmam que a baixa inadimplência no aluguel pode indicar um controle financeiro mais eficiente por parte das famílias, acompanhado de uma melhora na empregabilidade e no aumento dos salários. O gerente de dados de uma empresa do setor, Fábio Takahashi, explicou que fatores como a redução do desemprego e ajustes na renda contribuem para essa melhoria.
Desempenho regional e contexto nacional
O Rio Grande do Sul segue a tendência do Sul do Brasil, que registrou uma inadimplência de 5,1% em março, uma queda em relação aos 5,5% de fevereiro. Em nível nacional, a taxa geral também atingiu um novo mínimo histórico, caindo para 5,4% dos contratos com atraso superior a 15 dias.
Essa redução no cenário nacional indica uma trajetória de queda consistente desde o final de 2025. O pico anterior foi de 7% em julho de 2024, com melhorias observadas em todas as regiões do país, incluindo o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que, apesar de ainda apresentarem taxas mais altas, também mostraram sinais de melhora.
Ao analisar as taxas por estado, o Rio de Janeiro se destacou com a menor taxa de 4,1% em março, seguido do Espírito Santo com 4,3% e Paraná com 4,6%. Em contrapartida, Minas Gerais registrou o maior índice de inadimplência, com 6,2%, embora tenha apresentado uma melhora em relação ao mês anterior.
