Indústria química denuncia ausência de políticas de longo prazo por parte do governo

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Indústria química brasileira pede políticas de longo prazo para recuperar competitividade

A indústria química do Brasil está exigindo do governo uma política sustentável que vise a recuperação da competitividade do setor e o aumento de investimentos no país. Durante um evento em São Paulo, a falta de planejamento a longo prazo foi um dos principais temas discutidos.

De acordo com a presidente da Rhodia para a América Latina, a ausência de uma visão estratégica que ultrapasse os ciclos eleitorais tem comprometido o setor. No encontro, foi apresentada a Agenda Estratégica para a Indústria Química Brasileira 2027-2035, que busca reduzir a dependência externa e fomentar a competitividade.

A executiva destacou que a falta de previsibilidade regulatória, aliada ao alto custo de energia e matérias-primas, dificulta a operação das empresas e limita novos investimentos. Ela defendeu a necessidade de estabilidade nas regras, além de incentivos à inovação e infraestrutura que assegure insumos a preços competitivos.

A presidente da Rhodia convidou os governantes a adotarem uma visão que vá além do curto prazo, para garantir que o Brasil mantenha sua competitividade no cenário global.

A perda de competitividade da indústria química pode ter repercussões em outros setores da economia, uma vez que este segmento é um dos maiores consumidores de recursos como petróleo, gás natural e eletricidade, fornecendo insumos essenciais para diversas cadeias produtivas.

Ela expressou sua preocupação com a atual situação, afirmando que a competitividade do setor está interligada à saúde do upstream e downstream da economia. A disponibilidade de recursos energéticos no Brasil torna essa questão ainda mais crítica.

Outro fator que impacta a competitividade é o custo da energia elétrica. As empresas químicas costumam firmar contratos de longo prazo para garantir previsibilidade, mas encargos adicionais podem elevar esses custos, prejudicando a viabilidade financeira dos contratos.

Manique também criticou a maneira como as políticas de inclusão energética distribuem custos entre os consumidores, ressaltando que, embora sejam importantes, não devem onerar excessivamente a indústria.

O evento contou com a presença de executivos do setor, autoridades e representantes da mídia, incluindo líderes de importantes empresas químicas, que discutiram o futuro da indústria e a necessidade de ações imediatas para garantir sua competitividade no Brasil.

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