Iniciativas sociais apoiadas pelo BRDE se destacam no Cais Embarcadero

Compartilhe essa Informação

Parcerias transformadoras no Rio Grande do Sul promovem inovação social e empoderamento feminino.

Parcerias do banco com instituições e empreendedores transformam comunidades vulneráveis e ampliam o alcance da inovação social no Rio Grande do Sul.

Histórias que inspiram

Após 12 anos vivendo como moradora de rua e sobrevivendo da reciclagem, Tatiana Morais encontrou no reaproveitamento do óleo de cozinha uma alternativa para mulheres da Restinga, em Porto Alegre. Assim nasceu o Sabão da Tinga, um negócio social que une geração de renda, capacitação e educação ambiental.

O projeto foi selecionado pelo Trilha RS, um programa de matchfunding que visa apoiar iniciativas de regeneração social, ambiental e econômica. Recentemente, Tatiana apresentou sua experiência em um evento global de inovação e empreendedorismo.

Com produção de velas aromáticas e produtos de limpeza, o Sabão da Tinga já capacitou 320 mulheres em quatro comunidades de Porto Alegre, evitando a emissão de mais de 60 toneladas de CO₂. “Hoje estamos presentes na Restinga, no Morro da Polícia, Morro Santa e no bairro Santa Rosa de Lima. Nosso objetivo é multiplicar conhecimento e renda, mostrando que sustentabilidade pode ser uma ferramenta de inclusão”, afirmou Tatiana, que já levou o projeto a eventos internacionais na França.

Moda e empoderamento

No mesmo painel, a CEO do Moda Alegre, Tainá Vidal, destacou a iniciativa apoiada pelo BRDE que promove o empoderamento feminino através da moda sustentável. “Já conseguimos mais de 300 mulheres inscritas. A ideia é que elas multipliquem o aprendizado dos cursos técnicos nas comunidades, trazendo novas participantes e ampliando o impacto”, explicou.

O Moda Alegre demonstra como a moda pode ser um vetor de transformação social, ao unir capacitação técnica, geração de renda e consciência ambiental.

Empresas como plataformas de mudança

Heiko Spitzeck, professor da Fundação Dom Cabral, enfatizou a necessidade do setor privado em abrir espaço para colaboradores que promovam propósito e diversidade. “Nosso papel é treinar pessoas para levar esse propósito para dentro das empresas, que podem se tornar plataformas de mudança e garantir sua própria sobrevivência”, afirmou.

Esse posicionamento reforça a noção de que a inovação social não é uma responsabilidade exclusiva de governos ou ONGs, mas também das empresas que buscam alinhar competitividade com um impacto positivo.

Vakinha e mulheres em reconstrução

O diretor do Instituto Vakinha, Luis Felipe Gheller, relatou a evolução do projeto Mulheres Transformam, que une educação e empreendedorismo. “Decidimos estruturar um programa que trouxesse maior impacto. Já estamos no quarto ciclo e capacitamos mais de 400 mulheres”, disse.

A parceria com o BRDE se concentra em mulheres afetadas por desastres climáticos recentes, especialmente no bairro Humaitá, em Porto Alegre, e em Eldorado do Sul, uma das áreas mais atingidas pelas enchentes de 2024.

O papel do BRDE

A gerente de Operações do BRDE, Fernanda Maia, moderou o painel e enfatizou que o banco busca ser mais do que um financiador: atua como catalisador de impacto social. Ao apoiar projetos como Sabão da Tinga, Moda Alegre e Mulheres Transformam, o BRDE reforça sua estratégia de conectar inovação, sustentabilidade e inclusão.

No Cais Embarcadero, o impacto social e a inovação caminham juntos. Desde mulheres que transformam óleo de cozinha em sabão sustentável, até a moda como ferramenta de empoderamento, o que se observa é a construção de um ecossistema de regeneração.

O BRDE, ao lado de parceiros como RegeneraRS, Moda Alegre e Instituto Vakinha, se estabelece como um agente de transformação. Mais do que crédito, oferece futuro e dignidade para comunidades vulneráveis, demonstrando que a inovação social pode ser uma estratégia eficaz para o desenvolvimento econômico.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *