Internacional propõe trator à Justiça como garantia de dívida com empresário

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Internacional oferece trator como garantia em disputa judicial por dívida

O Internacional, clube de futebol do Rio Grande do Sul, apresentou um trator agrícola avaliado em R$ 80.488 como garantia em um processo judicial relacionado a uma dívida de R$ 30.621,56. O equipamento, fabricado pela John Deere, foi oferecido em resposta a uma cobrança feita pelo empresário Tiago Silva dos Santos.

O trator foi apresentado à Justiça do Rio Grande do Sul em um contexto onde o clube enfrentava a cobrança de uma comissão. O juiz Walter José Girotto, da 17ª Vara Cível de Porto Alegre, determinou um prazo de três dias para que o Internacional quitasse a dívida, em 25 de maio de 2026.

Em 13 de julho, o clube interpôs embargos à execução, alegando que o pagamento da quantia devida estava condicionado à emissão de uma nota fiscal pela empresa de Tiago Silva. Segundo o Internacional, essa nota não foi emitida, o que impediu a regularização da dívida.

Para evitar bloqueios financeiros, o Internacional ofereceu o trator como garantia e solicitou um efeito suspensivo ao processo. Contudo, o pedido foi negado em 21 de julho, com a decisão sobre a garantia ficando pendente até que o credor se manifestasse.

Na última terça-feira, Tiago Silva rejeitou a proposta do trator e solicitou a continuidade da execução da dívida. Ele argumentou que o pagamento em dinheiro deve ter prioridade, conforme estipulado na legislação vigente, e afirmou ter enviado a nota fiscal necessária para a quitação da parcela ao clube.

A dívida em questão originou-se de um acordo firmado em 1º de abril de 2019, onde o Internacional se comprometeu a pagar R$ 125 mil em comissões, divididos em dez parcelas. O pagamento estava condicionado ao cumprimento de metas esportivas pelo jogador Zé Gabriel, metas essas que, segundo o empresário, foram atingidas em julho de 2020.

O Internacional pagou apenas as quatro primeiras parcelas do acordo. Em 30 de junho de 2025, as partes assinaram um termo de renegociação, que deixou uma dívida remanescente de R$ 85 mil, a ser paga em três parcelas. O empresário alega que o clube quitou as duas primeiras, mas deixou a última, vencida em novembro de 2025, em aberto.

Após tentativas frustradas de cobrança, Tiago Silva acionou a Justiça. O valor da dívida, corrigido e com juros, totalizou R$ 30.621,56. Em sua defesa, o Internacional reiterou que o pagamento da última parcela dependia da emissão da nota fiscal, alegando que essa obrigação não foi cumprida.

A disputa judicial continua em andamento na Justiça do Rio Grande do Sul, e o Internacional ainda não se manifestou sobre o caso.

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