IPO revela aspectos além dos números
Instituto Pesquisa de Opinião transforma dados em conhecimento para o mercado
O Instituto Pesquisa de Opinião (IPO), com sede em Pelotas e atuação em Porto Alegre, se destaca pela sua abordagem discreta e focada na pesquisa social. Através de diagnósticos e análises de comportamento, o instituto orienta decisões de empresas, universidades e órgãos públicos em diversas regiões do Brasil.
Ao entrar na sede do IPO, o ambiente colaborativo é notável. A estrutura horizontal, sem salas imponentes ou hierarquias rígidas, promove a troca de conhecimento e a confiança entre os colaboradores.
Ciência a serviço do mercado
A trajetória do IPO começa na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde a fundadora Elis Radmann descobriu sua paixão pela pesquisa durante a graduação em Ciências Sociais. Iniciou sua carreira como bolsista do CNPq, participando de estudos em um período de redemocratização no Brasil, quando o potencial das pesquisas sociais ainda não era plenamente reconhecido pelo mercado.
Com o objetivo de conectar a academia ao mercado, o IPO foi fundado em 1996. Antes mesmo de finalizar sua formalização, já conquistou seu primeiro contrato com a Prefeitura de Pelotas. A socióloga Gisele Miura, que se juntou ao projeto, foi fundamental para a expansão da empresa, que se firmou em um mercado competitivo dominado por grandes institutos.
Elas, jovens e vindas do interior, enfrentaram desafios para se estabelecer em um setor tradicionalmente masculino. A segurança e a convicção nas suas competências foram essenciais para conquistar espaço e credibilidade. O IPO se destacou ao priorizar a compreensão dos comportamentos em vez de apenas medir opiniões.
Mais do que números
O foco do IPO vai além da simples quantificação de dados. O instituto busca entender as motivações por trás das decisões humanas, considerando que consumidores, eleitores e cidadãos podem ter papéis distintos ao longo da vida. Essa abordagem é refletida na diversidade de profissionais que compõem a equipe, incluindo sociólogos, cientistas políticos e administradores.
Gisele Rodrigues, parte do IPO desde 2003, destaca que a construção do conhecimento é um processo contínuo e que a liderança de Elis tem sido uma grande inspiração para todos. A permanência de colaboradores ao longo dos anos é um reflexo da autonomia e do propósito compartilhado dentro da organização.
Uma empresa construída por pessoas
A longevidade é um valor central no IPO, com muitos colaboradores acumulando mais de duas décadas de experiência. Novas gerações, como Thales Lange, também estão se integrando à equipe, trazendo novas perspectivas e energia para os projetos.
A cultura de respeito e comprometimento permeia a organização, com colaboradores como Aline Menegoni e Débora Mello expressando que os valores éticos e a conexão com a missão do IPO são o que mantém a equipe unida e motivada. Martinho Orso, sócio do instituto, tem sido vital na estruturação das áreas administrativas, garantindo que o crescimento da empresa não comprometa sua essência.
A essência do IPO
Com quase 30 anos de atuação, o IPO tem acompanhado transformações sociais significativas no Brasil, contribuindo para estudos sobre temas relevantes como racismo, direitos humanos e consumo consciente. Mesmo com a evolução do mercado, o instituto mantém a ideia de que a inteligência humana é o diferencial em suas pesquisas.
As corujas, símbolo de sabedoria, representam a essência do IPO, que se dedica a ouvir e interpretar comportamentos humanos, construindo sua história com base na observação e na análise.
Na linha de frente da Ciência
Durante a pandemia de Covid-19, o IPO enfrentou um desafio sem precedentes ao participar do Epicovid, um dos maiores estudos epidemiológicos do Brasil. Em parceria com universidades, a equipe se dedicou a coletar dados e realizar testagens em um cenário de incertezas e riscos.
Os profissionais do IPO demonstraram coragem e um compromisso inabalável com a ciência, contribuindo para a testagem de milhares de pessoas e ajudando a identificar os primeiros casos da doença no estado. Esse esforço se tornou um marco na trajetória do instituto, evidenciando a importância do trabalho em equipe e da dedicação em momentos críticos.
Sabedoria como presente
A coleção de corujas que Elis Radmann acumulou ao longo dos anos simboliza
