Irã alerta que conflito se intensificará com intervenção de outros países

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Irã adverte sobre escalada de conflitos no Oriente Médio após bloqueio no Estreito de Ormuz.

O Irã emitiu um aviso a outras nações neste domingo, afirmando que qualquer intervenção resultaria em “uma escalada” na guerra no Oriente Médio. A declaração ocorre após um pedido do presidente dos Estados Unidos por colaboração internacional para garantir a segurança no estratégico Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo subiram drasticamente em decorrência do bloqueio imposto pelo Irã no Estreito de Ormuz, uma rota que representa cerca de 20% das exportações globais de petróleo. Essa situação gerou preocupações sobre um possível impacto econômico global.

Em uma entrevista, o presidente dos EUA mencionou que Teerã está interessado em negociações, mas que sua administração continuará com a pressão. Ele afirmou que as condições atuais não são favoráveis para um acordo. No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã expressou a falta de interesse em conversas com Washington, citando que o país já estava em diálogo antes dos ataques.

O chanceler iraniano também destacou que a guerra não cessará até que garantias de sua conclusão e compensações sejam recebidas. Ele pediu a outros países que evitem ações que possam intensificar o conflito, alegando ter provas de que bases dos EUA na região foram utilizadas para ataques contra o Irã.

“Mal-estar passageiro”

Com a subida dos preços do petróleo, que ultrapassaram os 100 dólares, o secretário de Energia dos EUA classificou o bloqueio no Estreito de Ormuz como um “mal-estar passageiro”. Ele enfatizou que é preferível enfrentar essa situação agora do que lidar com um Irã armado com armas nucleares.

A Agência Internacional de Energia anunciou que, para conter a alta dos preços, reservas estratégicas de petróleo na Ásia e Oceania serão liberadas imediatamente, enquanto as reservas nas Américas e Europa estarão disponíveis no final de março.

Após duas semanas de conflito, a retórica entre as partes permanece intensa. O presidente dos EUA sugeriu uma operação naval internacional para proteger petroleiros no Estreito de Ormuz, mas muitos países mostraram hesitação em participar dessa iniciativa.

Lojas cheias antes do Ano Novo persa

As Forças Armadas de Israel relataram novos ataques a alvos no oeste do Irã, enquanto o país persa continuou seus ataques contra nações do Golfo, onde os EUA mantêm bases. Arábia Saudita e Bahrein interceptaram novos projéteis, e um ataque em Bagdá deixou cinco feridos.

<pApesar da guerra, Teerã experimentou um dia de atividade comercial relativamente normal. No Bazar de Tajrish, mais de um terço das lojas estava aberto a poucos dias do Nowruz, o Ano Novo persa. O movimento nas ruas e em cafés foi maior do que nas semanas anteriores.

Em outras regiões, como Tonekabon, os estabelecimentos comerciais também estavam funcionando, embora os preços tenham aumentado consideravelmente. Um morador comentou que apenas a praça principal permanecia fechada durante a noite, onde ocorriam protestos.

Os dados do Ministério da Saúde iraniano indicam mais de 1.200 mortes devido aos ataques dos EUA e de Israel, embora esses números não tenham sido confirmados de forma independente. A ONU estima que até 3,2 milhões de pessoas foram deslocadas no Irã em decorrência do conflito.

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