Irã Ataca 20 Instalações Militares Americanas em Ação Destrutiva Revelada por Imagens de Satélite
Irã intensifica ataques a instalações militares americanas no Oriente Médio, causando danos significativos.
Imagens de satélite e vídeos analisados revelam que o Irã danificou 20 instalações militares dos EUA desde o início do conflito, sugerindo uma extensão dos ataques maior do que o governo americano havia admitido.
Desde o fim de fevereiro, o Irã tem mirado em instalações estratégicas em oito países do Oriente Médio, resultando em prejuízos de milhões de dólares a sistemas de defesa aérea, aviões de reabastecimento e radares.
Os ataques iranianos têm como alvo tanto bases americanas quanto instalações militares compartilhadas, em resposta aos bombardeios realizados pelos EUA e Israel contra o Irã e o Líbano nos últimos meses. O Pentágono reporta que mais de 13 mil alvos iranianos foram atingidos desde o início da Operação Epic Fury.
Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, declarou o sucesso dos ataques contra as instalações americanas, afirmando que o Oriente Médio já não é um “lugar seguro” para as bases dos EUA.
Apesar das declarações da Casa Branca sobre a destruição das forças militares iranianas, analistas indicam que os danos observados nas instalações americanas sugerem que os contra-ataques do Irã foram mais precisos e abrangentes do que as autoridades americanas reconhecem.
Um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA não comentou as conclusões da análise, citando “razões de segurança operacional”.
Além disso, os EUA tentaram restringir análises por satélite do conflito, solicitando à Planet, uma empresa do setor, que suspendesse a divulgação de novas imagens do Irã e de partes do Oriente Médio, para evitar que fossem utilizadas por adversários.
O uso de imagens de satélite de diferentes provedores permitiu mapear os danos causados pelos ataques iranianos, que afetaram instalações na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Iraque, Jordânia, Bahrain e Omã. Estimativas apontam que até 28 bases podem ter sido alvo dos ataques.
Entre os equipamentos danificados estão três sistemas antimísseis Thaad, que são essenciais para a defesa regional e custam cerca de US$ 1 bilhão cada. Cada bateria requer uma equipe de aproximadamente 100 militares para operação.
Os ataques iranianos também visaram aviões americanos de reabastecimento e vigilância, com danos significativos observados na base aérea Prince Sultan, onde um E-3 Sentry foi identificado como danificado, com custos de substituição estimados em até US$ 700 milhões.
Na base aérea Ali Al Salem e no Campo Arifjan, no Kuwait, foram identificados depósitos de combustível destruídos e hangares danificados, indicando a gravidade dos ataques ao longo do conflito.
Embora a dimensão total dos danos ainda esteja sendo avaliada, o Pentágono estimou que a Operação Epic Fury poderia custar até US$ 29 bilhões, com parlamentares afirmando que esse valor pode ser uma subestimação.
O relatório também indicou que pelo menos 42 aeronaves, incluindo caças e drones, foram destruídas ou danificadas desde fevereiro, enquanto o Irã tem utilizado drones mais baratos e facilmente substituíveis em seus ataques.
Especialistas notaram uma evolução na estratégia do Irã, que passou de grandes ofensivas a ataques mais direcionados e precisos, preservando recursos para alvos estratégicos.
“As primeiras ofensivas do Irã foram pensadas para ganhar volume, mas logo a estratégia mudou para ataques menores e mais precisos”, afirmou um analista.
Com o cessar-fogo entre EUA e Irã em risco, o líder iraniano declarou que os países da região não mais servirão de escudo para as bases americanas, prevendo uma crescente insegurança para essas instalações.
Analistas alertam que, caso o cessar-fogo se rompa, as bases americanas no Golfo podem continuar vulneráveis, dado o ritmo significativo de consumo dos estoques de defesa aérea.
“Não existe uma forma rápida de repor esses equipamentos, o que significa que, em uma nova ofensiva, haverá apenas uma fração dos mísseis interceptadores disponíveis no início da guerra.”
