Irã considera bloqueio naval dos EUA como violação do cessar-fogo
Irã denuncia bloqueio dos EUA no estreito de Ormuz como crime de guerra
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as ações dos Estados Unidos no estreito de Ormuz são ilegais e configuram um crime de guerra contra a população civil iraniana.
Esmaeil Baqai qualificou o bloqueio naval imposto pelos EUA como uma violação do cessar-fogo mediado pelo Paquistão. Em uma declaração feita em uma rede social, ele ressaltou que essa medida não apenas infringe acordos estabelecidos, mas também representa uma ação criminosa.
Baqai enfatizou que o bloqueio americano é uma forma de punição coletiva, caracterizando-a como um crime contra a humanidade. Ele destacou que, ao prejudicar deliberadamente os civis, os Estados Unidos estão cometendo uma grave violação dos direitos humanos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu a essas alegações, afirmando que o Irã teria violado o cessar-fogo. Ele anunciou que negociadores norte-americanos chegariam ao Paquistão para discutir a situação com representantes iranianos.
Trump manifestou sua expectativa de que um acordo justo seja aceito pelo Irã, advertindo que, caso contrário, os Estados Unidos tomariam medidas drásticas contra as infraestruturas iranianas.
Ainda não há clareza sobre o início das negociações ou sobre os representantes que estarão envolvidos nas conversas. O Irã, segundo informações de agências locais, está avaliando a possibilidade de enviar uma delegação ao Paquistão, mas condiciona essa decisão ao fim do bloqueio no estreito de Ormuz.
