Irã Desencadeia Ataques com Mísseis a Bases Militares dos EUA no Bahrein e Kuwait Após Bombardeio
Explosões em Bandar Abbas marcam resposta do Irã a bombardeios dos EUA
Na madrugada do dia 8 de julho, o Irã lançou ataques retaliatórios contra o Bahrein e o Kuwait, em resposta a bombardeios aéreos realizados pelos Estados Unidos em seu território. A ofensiva ocorre após o regime iraniano ser acusado de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Os dois países árabes alvos da ofensiva abrigam bases militares americanas. O Bahrein é a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait serve como quartel-general das forças do Exército americano na região. Em decorrência dos ataques, os governos do Bahrein e do Kuwait emitiram alertas de mísseis para a população local.
O comando militar central do Irã confirmou a retaliação, afirmando que “responderá de forma decisiva a essa agressão e ato terrorista” por parte dos Estados Unidos. Até o momento, a mídia estatal iraniana reportou explosões em Bandar Abbas, Qeshm e Sirik, mas não forneceu detalhes sobre possíveis baixas ou a extensão dos danos nos países atacados.
De acordo com informações da Guarda Revolucionária do Irã, 85 instalações militares dos EUA teriam sido atingidas nos ataques ao Bahrein e ao Kuwait.
A nova escalada militar levanta questões sobre a validade do acordo de cessar-fogo provisório estabelecido após o início da guerra em fevereiro. Os ataques coincidem com a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à Turquia para uma cúpula da Otan.
Conforme o comando do Centcom, a ofensiva visa impor “custos elevados” ao Irã por suas ações contra embarcações comerciais em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. A resposta americana foi classificada como uma reação a uma “agressão injustificada” por parte do Irã.
Fontes indicam que os ataques americanos focaram em sistemas de defesa aérea do Irã, além de lançadores de drones e mísseis. Enquanto isso, a TV estatal iraniana relatou explosões em Sirik, uma cidade portuária próxima ao Estreito de Ormuz, mas ainda não há informações sobre as causas ou possíveis vítimas.
O chanceler iraniano declarou que os ataques violam o cessar-fogo e resultarão em ações “decisivas” por parte do Irã. O governo do Catar também responsabilizou o Irã pelo ataque a um dos petroleiros, o “Al Rekayyat”, enquanto autoridades americanas corroboraram essa acusação.
Os ataques ocorreram apesar do cessar-fogo em vigor entre os Estados Unidos e o Irã. No entanto, as negociações para um acordo de paz definitivo continuam, com representantes de ambos os países trabalhando em busca de uma solução.
A segurança da navegação e o controle sobre o Estreito de Ormuz permanecem como pontos críticos nas negociações entre Teerã e Washington. Após os ataques, os Estados Unidos também impuseram novas sanções ao setor de petróleo do Irã, revogando uma licença que havia suspendido temporariamente as restrições às exportações de petróleo iraniano.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou essa decisão, afirmando que viola o Memorando de Islamabad, que foi estabelecido para encerrar a guerra entre os dois países. Teerã se comprometeu a tomar “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses e a segurança nacional.
