Irã manifesta apoio ao Hezbollah enquanto incertezas cercam acordo de paz

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Irã reafirma apoio ao Hezbollah e exige retirada israelense do Líbano

O Irã manifestou seu apoio ao Hezbollah, pedindo a retirada das forças israelenses do sul do Líbano. Essa declaração ressalta as complexidades que envolvem um possível acordo de paz entre os EUA e o Irã, em meio ao conflito regional que se intensifica.

O governo iraniano condiciona qualquer acordo de paz com Washington a um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, além da reabertura das rotas de navegação pelo Estreito de Ormuz. A tensão aumentou após uma nova onda de combates que teve início em março, quando os EUA e Israel realizaram ataques contra o Irã, levando o Hezbollah a justificar suas ações como apoio a Teerã.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, enfatizou que a guerra só se encerrará quando a situação no Líbano for resolvida. Ele afirmou que a retirada das tropas israelenses dos territórios ocupados é uma condição essencial para a paz na região.

As declarações ocorreram após o líder do Hezbollah, Naim Qassem, ter rejeitado um acordo proposto pelos EUA, que não incluía a retirada israelense e excluiu a participação do Hezbollah nas negociações. Israel, por sua vez, continua a realizar ataques no sul do Líbano, afirmando que suas operações não serão interrompidas, mesmo diante da crescente pressão dos Estados Unidos.

Na última sexta-feira, o Hezbollah anunciou ter realizado ataques contra tropas israelenses, enquanto relatos de ataques aéreos israelenses atingiram várias cidades no sul do Líbano, intensificando ainda mais o conflito.

Combates se intensificam apesar de cessar-fogos

Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo do Irã, reiterou o compromisso do país com o Hezbollah, afirmando que o grupo é um aliado que fez grandes sacrifícios na recente guerra. Ele alertou Israel para que não cumpra suas ameaças de intensificar os ataques contra Beirute, enfatizando que o Líbano deve ser considerado em qualquer acordo de cessar-fogo.

O presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, também se manifestou, indicando que aceitaria a retirada do Hezbollah do sul do Líbano, desde que as tropas israelenses se retirassem simultaneamente.

Em Washington, o presidente Donald Trump mencionou que acredita estar havendo progresso na situação do Líbano e que a paz é necessária. No entanto, os combates continuam, com residentes de Gaza, do norte de Israel e do Kuweit sendo afetados, apesar dos cessar-fogos temporários organizados pelos EUA.

Além disso, a Marinha iraniana relatou ter disparado tiros de advertência contra destróieres dos EUA no Golfo de Omã, em resposta a ações consideradas hostis. As tensões no mar também aumentaram, com forças norte-americanas abordando petroleiros no Oceano Índico, enquanto um ataque com drones em Omã interrompeu temporariamente o carregamento de petróleo em um terminal importante.

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