Irã reafirma direito de enriquecer urânio
Irã reafirma direito ao enriquecimento de urânio em negociações de paz com os EUA
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país não abrirá mão do direito de enriquecer urânio, mas está disposto a garantir que não desenvolverá armas nucleares como parte das negociações de paz com os Estados Unidos.
Durante uma coletiva de imprensa, Pezeshkian enfatizou que, apesar de sua posição firme sobre o programa nuclear, o Irã nunca teve a intenção de produzir uma bomba atômica. Ele afirmou que os Estados Unidos precisam aceitar essa realidade, já que o enriquecimento de urânio é um direito soberano do país.
“O que os Estados Unidos exigem é que o Irã não construa uma bomba atômica. Isso não é novidade, e podemos afirmar por escrito que não temos intenção de construir uma bomba”, declarou o presidente iraniano.
Ele também ressaltou que o Irã não abrirá mão de seu direito ao enriquecimento, afirmando: “O outro lado não terá escolha a não ser aceitar esse direito”.
ENCONTRO NA SUÍÇA
As delegações dos EUA e do Irã se reunirão em Luzerne, na Suíça, para a primeira rodada de negociações de paz após a assinatura de um memorando de entendimento que tem validade de 60 dias.
A expectativa é que as conversações se estendam por vários dias. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, lidera a comitiva americana, enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, representa o Irã. A mediação será feita por autoridades paquistanesas.
O clima nas negociações é tenso, especialmente após o anúncio do governo iraniano sobre um novo bloqueio ao estreito de Ormuz, justificado pela “má-fé” dos Estados Unidos e por violações dos compromissos de cessar-fogo.
O governo iraniano afirmou, em um comunicado à TV estatal, que o fechamento do estreito é uma resposta à continuidade dos ataques de Israel no Líbano. Em contraposição, os EUA negaram que o canal estivesse bloqueado para a navegação de embarcações comerciais.
Ainda assim, uma agência iraniana divulgou que o acesso ao estreito está fechado pela Guarda Revolucionária Islâmica, citando fontes ligadas ao exército iraniano. Essa situação desagradou o presidente dos EUA, que considera a livre passagem por Ormuz uma de suas principais prioridades.
