Irá responde a ameaças de Trump e recebe propostas de países vizinhos para novos acordos
Trump intensifica pressão econômica sobre o Irã com novas ameaças.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, anunciou que o Irã recebeu propostas de seus países vizinhos para estabelecer novos acordos de segurança e cooperação econômica. A declaração foi feita em resposta às recentes ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu punir nações que continuem a negociar com Teerã.
Ghalibaf utilizou suas redes sociais para destacar que as declarações de Trump motivaram o diálogo entre os países da região. Ele enfatizou que a intimidação promovida pelos Estados Unidos coloca em risco a segurança de seus aliados, comprometendo seus interesses em nome de Israel.
“Recebemos inúmeras mensagens de países vizinhos sobre a formação de novos arranjos de segurança e cooperação econômica na região. Os Estados Unidos colocaram a segurança de cada um de seus aliados em um risco tão grande que eles brevemente viram toda a sua existência em risco”, escreveu Ghalibaf.
A mídia estatal iraniana também informou que Teerã concedeu permissão para que petroleiros do Iraque atravessassem o Estreito de Ormuz, um passo importante nas relações econômicas entre os dois países. Durante uma recente visita de Ghalibaf ao Iraque, a autorização para a passagem de embarcações foi uma das principais demandas do governo iraquiano.
O presidente iraquiano, Nizar Amedi, confirmou que o Irã facilitou a passagem de navios transportando petróleo iraquiano, discutindo também a exportação de petróleo através do estreito. O Iraque, que antes da guerra produzia cerca de 4 milhões de barris de petróleo por dia, é um dos países mais afetados pelo fechamento efetivo do estreito pelo Irã.
A guerra econômica de Trump
Trump expressou sua expectativa de que todos os aliados dos Estados Unidos se unam para “isolar” e “derrotar” a “ameaça iraniana”. Ele não detalhou quais punições seriam impostas a países que ajudassem a manter a economia iraniana em funcionamento.
Com quase seis meses de guerra, a economia do Irã enfrenta sérias dificuldades devido às sanções e ao bloqueio naval, que dificultam a exportação de petróleo, seu principal produto. Apesar das adversidades, o Irã se adaptou a essas sanções ao longo dos anos, encontrando maneiras de contorná-las.
“A capacidade de resistência do Irã não apenas evita o colapso, como também impede que o sofrimento econômico se traduza na pressão política e nas mudanças que os EUA esperam”, afirma um especialista em economia iraniana.
