Israel intensifica ofensivas contra Irã e Líbano com foco em desarmar Hezbollah e promete: ‘A luta continua’
Israel intensifica bombardeios no Irã e Líbano em resposta a ameaças.
O Exército de Israel anunciou uma série de ataques aéreos em larga escala, visando alvos em Teerã, capital do Irã, e Beirute, capital do Líbano. A ofensiva, ocorrida na última sexta-feira, 3 de abril, marca uma escalada significativa nas tensões regionais.
Em um comunicado divulgado nas redes sociais, as Forças Armadas israelenses relataram ter realizado mais de 70 bombardeios em território iraniano nas últimas 24 horas. Os alvos incluíram locais de lançamento de mísseis e drones utilizados por grupos hostis. Essa ação é parte de uma estratégia mais ampla para neutralizar ameaças à segurança de Israel.
“Além dos bombardeios em Beirute, as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma onda de ataques em grande escala contra infraestruturas do regime iraniano em Teerã”, declarou o governo israelense.
O porta-voz militar, Effie Defrin, ressaltou que a intensificação dos ataques visa desarmar o Hezbollah, um grupo extremista libanês apoiado pelo Irã. Ele afirmou que as operações estão sendo conduzidas em terra, no ar e no mar, com o objetivo de eliminar a ameaça a longo prazo representada pelo Hezbollah.
“Não vamos parar até eliminarmos a ameaça a longo prazo e afastarmos a ameaça direta às comunidades. É exatamente por isso que nossas tropas estão operando agora”, afirmou Defrin.
Até o momento, Israel afirma ter eliminado mais de 1.000 terroristas e destruído mais de 3.500 alvos terroristas no Líbano. O porta-voz também mencionou planos para evacuar o sul do Líbano, enfatizando a destruição de pontes e a movimentação da população para proteger as comunidades do norte de Israel.
“Estamos criando uma zona de defesa avançada para evitar ataques e proteger nossos civis”, declarou.
Ocupação militar no sul do Líbano
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que, mesmo após o término das operações contra o Hezbollah, Israel manterá uma ocupação militar na maior parte do sul do Líbano. Isso inclui a destruição de casas na região da fronteira entre os dois países.
“As Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, mantendo o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani”, afirmou Katz.
O ministro não especificou um prazo para a ocupação, mas indicou que todas as casas nas aldeias próximas à fronteira com Israel serão demolidas, seguindo um modelo similar ao utilizado na Faixa de Gaza.
“Todas as casas nas aldeias adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas de acordo com o modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza”, declarou.
A justificativa para essa ação é a criação de uma “faixa de segurança” até que o norte de Israel esteja seguro. A situação no Líbano se agrava, com mais de 1,2 milhão de pessoas deslocadas devido ao conflito, representando cerca de um quinto da população do país.
Segundo a ONU, 472 prédios educacionais estão sendo utilizados como abrigos coletivos, e muitas famílias vivem em carros e barracas nas ruas, evidenciando a gravidade da crise humanitária.
Imagens de deslocados no Líbano
As imagens de famílias que foram forçadas a deixar suas casas refletem a devastação causada pelo conflito. Muitos se abrigam em acampamentos temporários, enquanto outros buscam refúgio em escolas e veículos.
O conflito entre Israel e Hezbollah continua a causar um impacto significativo na vida dos civis, e as operações militares israelenses prometem se estender por mais semanas, conforme declarado por autoridades israelenses.
