Israel realiza ataques a vilarejos no sul e leste do Líbano desconsiderando proposta de cessar-fogo
Conflito entre Israel e Líbano intensifica com bombardeios e mortes de civis.
A recente ofensiva israelense no Líbano resultou em novas tragédias, com a morte de civis em vários ataques. A ação ocorre em meio a um cessar-fogo que estava em vigor desde abril, levantando preocupações sobre a escalada do conflito na região.
Na segunda-feira, 25 de maio de 2026, o Exército de Israel lançou bombardeios em dez localidades do sul do Líbano, incluindo a cidade de Tiro, classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Os militares emitiram ordens de evacuação para os moradores dessas áreas, destacando a gravidade da situação.
As Forças de Defesa de Israel justificaram a ofensiva como uma resposta a supostas violações da trégua pelo Hezbollah. O coronel Avichay Adraee, porta-voz militar, afirmou que o Exército se sente compelido a agir com força, orientando os civis a se afastarem de locais considerados alvos de possíveis ações do grupo extremista.
No dia anterior, ataques em Sir al-Gharbiyeh resultaram na morte de 11 pessoas, incluindo seis mulheres e uma criança, levando o Ministério da Saúde libanês a classificar o incidente como um “massacre”. Além disso, uma instalação da Defesa Civil em Nabatieh foi destruída durante os bombardeios.
A cidade de Tiro, situada a 83 km de Beirute, tem uma rica história como um importante centro fenício, conhecido por suas rotas marítimas e pela fundação de colônias como Cádiz e Cartago. A UNESCO reconhece seu valor cultural e histórico, o que torna a situação atual ainda mais alarmante.
NEGOCIAÇÕES EUA–IRÃ
As lideranças do Hezbollah estão ligando o fim das hostilidades a negociações entre os Estados Unidos e o Irã. O deputado Hassan Fadlallah mencionou que o Irã condicionou um acordo regional à cessação da guerra no Líbano, enquanto o líder do grupo, Naim Qassem, expressou esperança de que o país seja incluído em um acordo de paz abrangente.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou abertamente as ações do Hezbollah, afirmando que o grupo busca levar o Líbano de volta ao caos. Em resposta, autoridades libanesas iniciaram conversas diretas com Israel, mediadas pelos Estados Unidos, com o objetivo de estabelecer um canal de negociação que evite que o Líbano se torne uma moeda de troca nas negociações com o Irã.
O acordo de cessar-fogo mediado por Washington permite que Israel responda a ataques que sejam considerados planejados ou em andamento. As tropas israelenses permanecem em uma “linha amarela” a cerca de 10 km da fronteira sul do Líbano, enquanto o Hezbollah continua suas operações militares, incluindo disparos de foguetes contra as forças israelenses.
