Janja critica declarações de Renan Santos durante debate presidencial

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Janja da Silva critica declarações misóginas de Renan Santos durante debate.

A primeira-dama Janja da Silva emitiu uma nota de repúdio nesta segunda-feira (24) contra as declarações feitas pelo candidato à Presidência Renan Santos durante um debate promovido pelo Grupo Bandeirantes no dia anterior. Ela classifica as falas do candidato como de caráter misógino, utilizando sua imagem para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No debate, Renan Santos fez uma crítica à ausência de Lula e se referiu à primeira-dama de maneira depreciativa, insinuando que o presidente preferiria “companhias melhores” ao mencionar “aquela Janja”.

Em sua nota, Janja ressaltou que a declaração não se trata de uma crítica política, mas sim de uma tentativa de deslegitimar e ridicularizar a figura feminina como forma de atingir um adversário. Ela destacou que não é candidata e não estava presente no debate, impossibilitando qualquer resposta às declarações.

“Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de ‘pena’ está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político”, afirmou.

Janja também mencionou episódios anteriores envolvendo Renan Santos, indicando um padrão de declarações que normalizam o desrespeito às mulheres. Ela enfatizou a necessidade de combater tais atitudes que desvalorizam a presença feminina no espaço político.

Ao final do comunicado, a primeira-dama expressou que os debates eleitorais devem ser utilizados para a apresentação de propostas e o confronto de ideias, não para ataques pessoais a mulheres que não estão participando da disputa.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Janja:

“Diante do episódio ocorrido no debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes na noite deste domingo (23/08), manifesto repúdio às falas do candidato Renan Santos (Missão). Situações como essa não podem ser normalizadas. O candidato atacou, de forma pessoal e depreciativa, uma mulher que não é candidata, não estava presente para se defender e não tinha qualquer relação com o tema em discussão. Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de “pena” está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político. Episódios como esse não são um caso isolado. Renan Santos já esteve envolvido em declarações de violência contra as mulheres e incitou dezenas de homens a cometerem um estupro coletivo. É possível visualizar um padrão de falas que normalizam o desrespeito às mulheres. Nós, mulheres, sabemos o quanto precisamos lutar para sermos ouvidas sem sermos interrompidas, desqualificadas ou atacadas. Por isso, faz-se tão necessário repreender imediatamente atos como esses, que depreciam nossas existências. Debate político é, ou deveria ser, um lugar para apresentar propostas, confrontar ideias e discutir projetos para o nosso país. Não é lugar para expor, debochar ou intimidar uma mulher, principalmente uma que nem candidata é.”

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