Jaques Wagner busca apoio de Lula em Brasília para continuar na liderança até o recesso

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Líder do governo no Senado busca manter cargo em meio a investigações

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, chega a Brasília com a intenção de convencer o presidente Lula a mantê-lo na liderança até o início do recesso, marcado para 19 de julho.

Wagner, que enfrenta acusações de favorecer os interesses do Banco Master, defende sua inocência e argumenta que não há motivos para solicitar licença do cargo neste momento. Ele acredita que seu afastamento prejudicaria a campanha de reeleição de Lula na Bahia, um estado crucial para a estratégia eleitoral.

Embora Wagner busque manter sua posição, assessores de Lula reiteram que o presidente pretende persuadi-lo a renunciar. Caso isso não ocorra, Lula poderá ser forçado a afastá-lo.

Um encontro entre Lula e Wagner é esperado, mas até o final da noite anterior, a reunião ainda não havia sido agendada. O senador manifestou a intenção de continuar questionando judicialmente a operação que o investiga.

Aliados de Wagner afirmam que ele acredita que Lula está sendo mal orientado pela Polícia Federal. O senador apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação da decisão que autorizou buscas em seus endereços, alegando erros graves no processo.

Wagner também tenta usar a longa amizade que mantém com Lula, que dura mais de 48 anos, como argumento para convencê-lo a não destituí-lo do cargo.

Na semana anterior, com o apoio de Lula, ministros e aliados iniciaram uma operação para persuadir Wagner a renunciar. Lula considera insustentável a permanência de Wagner na liderança, mas preferiria que a decisão partisse do próprio senador.

Após a operação da PF, o governo avaliou que era necessário proteger a imagem do presidente e encerrar rapidamente as discussões que poderiam desviar a atenção de notícias positivas para Lula.

Assessores tentam convencer Wagner de que sua permanência na liderança o mantém em evidência, o que poderia dificultar sua defesa nas investigações.

No dia da operação, Lula fez duas chamadas para Wagner, durante as quais o senador enfatizou sua trajetória e a confiança que o presidente deposita nele.

Ministros afirmam que o gesto de solidariedade de Lula não deve ser interpretado como uma garantia de que Wagner permanecerá no cargo, mas como um incentivo para que ele tome a iniciativa de se afastar, alegando a necessidade de se dedicar à sua defesa.

Apesar de reconhecer a amizade com Wagner, Lula ficou insatisfeito com declarações do senador que mencionaram seu nome em uma entrevista, levando a um aumento das tensões dentro do Palácio do Planalto.

Com investigações em curso sobre possíveis ligações de Wagner com o Banco Master, o senador ressaltou em entrevista que Lula confia em sua integridade, mencionando a solidariedade demonstrada pelo presidente.

Wagner foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master. Sua defesa sustenta que não houve atuação indevida em benefício da instituição e que os valores apreendidos têm origem lícita e comprovada.

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