JBS e Viva se juntam para formar gigante do processamento de mais de 20 milhões de couros anualmente

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JBS e Viva Holding unem forças para criar a JBS Viva, expandindo operações no mercado de couro.

A JBS está fortalecendo sua presença no mercado de couros ao firmar um acordo com a Viva Holding para a criação da JBS Viva.

Essa nova empresa combinará operações de couro de ambas as companhias, com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros anualmente. A iniciativa visa integrar e otimizar a produção, beneficiamento e comercialização de couro, além da fabricação de produtos químicos utilizados no processamento.

A JBS Viva contará com 31 fábricas e mais de 11 mil colaboradores em diversos países, incluindo Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã. O acordo definitivo foi assinado recentemente e estabelece que a nova companhia será igualmente dividida entre JBS e Viva Holding, com 50% de participação para cada uma.

Antes da formalização do negócio, a Viva realizará uma reorganização societária para concentrar as ações da Viva S.A. na Viva Holding, separando ativos não relacionados à nova parceria. A gestão da JBS Viva será compartilhada entre as duas empresas.

Quem é a Viva

A Viva é uma das principais empresas brasileiras no processamento de couro, formada em 2023 pela fusão da Viposa e da Vancouros. Com uma capacidade inicial de processamento de cerca de 7 milhões de couros por ano, a Viva tem um faturamento estimado em R$ 3,1 bilhões.

Com a nova estrutura, as operações da Viva serão integradas aos negócios de couro da JBS, abrangendo todas as etapas, desde a produção até a venda de produtos químicos usados no processamento do couro.

O que fica de fora

Embora a união das operações seja significativa, nem todos os negócios relacionados ao couro das duas empresas serão transferidos para a JBS Viva.

As atividades de colágeno e gelatina, assim como os ativos e operações de couro da unidade da JBS em Cactus, Texas, não farão parte da nova companhia. Além disso, ativos da divisão de couros da JBS na Alemanha, Uruguai e México também permanecerão separados, assim como ativos da Viva que não estão em uso.

JBS continuará fornecendo couro

A criação da JBS Viva não implica no fim da relação entre a JBS e a nova empresa. A JBS S.A. continuará fornecendo couro cru produzido em seus frigoríficos no Brasil para a JBS Viva.

Durante o processamento, aparas e raspas de couro serão vendidas de volta à JBS, que as utilizará em suas operações de gelatina e colágeno, mantendo a integração na cadeia produtiva mesmo após a transferência das operações de couros.

Como funciona a indústria do couro?

O couro é originado da pele animal, retirada principalmente em frigoríficos, e passa por diversos processos até se tornar o material utilizado na indústria.

Nos curtumes, as peles são preparadas, curtidas e acabadas. O curtimento é um tratamento essencial que impede a decomposição da pele, transformando-a em um material estável e durável, que pode receber características específicas como cor e textura.

O produto final é amplamente utilizado em setores como automotivo, moveleiro e calçadista.

Quando a operação será concluída?

Ainda não há uma data definida para a conclusão da operação. A criação da JBS Viva depende do cumprimento de condições estabelecidas no acordo, que são etapas comuns em transações desse tipo. A transferência efetiva dos ativos ocorrerá somente após a satisfação dessas condições.

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