Jerônimo se emociona ao apoiar Jaques Wagner e afirma confiança no líder
Governador da Bahia se emociona ao defender ex-líder do governo no Senado após investigações da PF.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, expressou sua emoção em um evento realizado em Barreiras, onde defendeu o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner. O ato ocorreu em meio a um cenário de incertezas após Wagner se tornar alvo da Polícia Federal na nova fase da operação Compliance Zero.
Durante seu discurso, Jerônimo destacou a dedicação de Wagner às causas sociais, afirmando: “Nós vamos mostrar, nós vamos provar, que se você [Jaques Wagner] tem um erro na vida é o erro de cuidar de pobre e dedicar a sua vida. Nós confiamos em você.” Essas palavras refletem a solidariedade do governador em um momento desafiador para o senador.
Jaques Wagner, que admitiu ter relações com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, se viu no centro de investigações que apuram possíveis irregularidades no sistema financeiro nacional. A operação, deflagrada em 18 de junho, trouxe à tona questões sérias que envolvem a atuação de figuras públicas no Brasil.
Apesar de reconhecer sua proximidade com Lima, Wagner negou veementemente qualquer participação em atividades ilícitas e criticou a abordagem da Polícia Federal em relação ao caso. Em um desdobramento significativo, ele deixou a liderança do governo no Senado apenas seis dias após o início das investigações.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado,” declarou Wagner, enfatizando sua determinação em limpar seu nome e continuar sua trajetória política.
ALVO DA PF
Wagner foi um dos principais alvos da 9ª fase da operação Compliance Zero, que visa investigar a possível participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades financeiras. A operação resultou em 18 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo Bahia, São Paulo e o Distrito Federal.
As investigações podem configurar crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, de acordo com as autoridades. Medidas cautelares foram impostas, incluindo a proibição de contato entre os investigados e a suspensão de passaportes, evidenciando a seriedade das acusações e o impacto que isso pode ter na carreira política dos envolvidos.
