João Bortone assume a missão de impulsionar a Intel na América Latina

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João Bortone inicia sua jornada como diretor-geral da Intel na América Latina com foco em inovação e parcerias estratégicas.

No seu primeiro dia de trabalho como diretor-geral da Intel para a América Latina, João Bortone começou sua jornada na Cidade do México. Ele visitou clientes e participou de um evento de varejo que envolveu uma intensa agenda de reuniões com fabricantes e varejistas. Bortone descreveu sua experiência como um mergulho profundo no ambiente, reencontrando antigos colegas e parceiros de negócios antes de se dirigir ao escritório em São Paulo.

Apesar de sua curta permanência na posição, Bortone demonstra um conhecimento profundo do cenário. Ele assumiu oficialmente o cargo em 4 de maio, sucedendo Gisselle Ruiz Lanza, que liderou a região por quatro anos e agora está à frente das operações da Intel na Europa, Oriente Médio e África.

Com uma trajetória que começou em 2005 na Intel, Bortone traz uma vasta experiência adquirida em empresas parceiras como Dell e Lenovo, onde liderou iniciativas que triplicaram o market share da companhia na América Latina. Essa bagagem inclui não apenas resultados positivos, mas também uma abordagem questionadora e proativa em relação ao mercado.

Formado em ciência da computação e com MBA pela Universidade de São Paulo, Bortone utiliza uma metáfora culinária para descrever seus primeiros cem dias à frente da Intel. Ele pretende misturar seu estilo com o da equipe, aprimorando o que já funciona bem. A colaboração com sua antecessora foi fundamental para entender a cultura da empresa e o potencial do time, e ele está comprometido em valorizar e melhorar as operações existentes.

Encontrar um ritmo que se adapte a uma equipe já estabelecida é um desafio, e Bortone reconhece a importância de calibrar sua abordagem. Ele faz uma analogia com a Fórmula 1, enfatizando que é necessário testar e ajustar a velocidade para maximizar o desempenho da equipe. Ele acredita que motivar o time a alcançar novos patamares é essencial para o sucesso coletivo.

Em relação ao mercado de inteligência artificial, Bortone observa uma competição acirrada entre empresas para desenvolver as melhores soluções. Ele acredita que a próxima fase da IA será mais acessível, permitindo que empresas menores utilizem agentes de IA sem a necessidade de hardware avançado. Essa democratização da tecnologia representa uma oportunidade significativa para o setor.

Sobre a América Latina, Bortone destaca a dinâmica vibrante da região, que, apesar das incertezas, oferece oportunidades únicas. Ele ressalta a vantagem do Brasil em termos de energia renovável, o que pode atrair investimentos para a infraestrutura de data centers. No entanto, ele alerta que a falta de um marco regulatório claro pode comprometer o potencial do país no cenário tecnológico.

Recentemente, Bortone ficou impressionado com um projeto de inteligência artificial implementado nas Unidades Básicas de Saúde de Bebedouro, em São Paulo. Ele pretende replicar esse modelo em outras cidades, buscando escalar soluções que beneficiem a comunidade. Internamente, a Intel já utiliza IA para otimizar processos de vendas e melhorar a eficiência operacional.

O aprendizado na Intel é um processo contínuo e Bortone reconhece que levará tempo para compreender completamente a organização. Sua ambição é aproximar ainda mais a equipe do mercado, fortalecendo parcerias e demonstrando como a Intel pode moldar o futuro da tecnologia.

Ao refletir sobre seu papel, Bortone enfatiza a importância de celebrar conquistas e valorizar o trabalho da equipe. Ele deseja que, ao olhar para trás, possa reconhecer o esforço coletivo e a gratidão pelas realizações alcançadas, enquanto continua a buscar novos desafios e oportunidades para a Intel.

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