João Campos critica debate no STF e afirma que gera ‘cortina de fumaça’ para a eleição
João Campos critica a crise no STF e destaca problemas sociais em Pernambuco
O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, manifestou preocupação com a atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF), a qual considera uma “cortina de fumaça” que desvia a atenção dos reais problemas enfrentados pela população.
Durante uma sabatina da CNN Brasil, na noite de terça-feira, 15, Campos afirmou que a disputa no STF não deve eclipsar as questões prioritárias para os brasileiros. Ele ressaltou que, embora o tema seja relevante, não deve ser o foco principal da campanha eleitoral.
Questionado sobre as investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e a possibilidade de impeachment, o candidato evitou tomar uma posição direta, mas enfatizou que nenhuma autoridade está acima da lei. Para Campos, todos os procedimentos legais devem ser respeitados, independentemente de quem esteja sendo investigado.
“Ninguém no Brasil está acima da lei e da Constituição. Todos os ritos formais devem ser rigorosamente seguidos com qualquer pessoa”, declarou. Ele destacou a importância de garantir o direito à ampla defesa durante as investigações, sem que haja seletividade ou viés eleitoral.
O candidato também criticou a ênfase que a crise do Judiciário tem recebido em detrimento de outros assuntos cruciais, como a falta de saneamento básico, a escassez de vagas em creches e os problemas nas áreas de segurança, saúde, alfabetização e ensino de matemática.
“O Brasil está deixando de discutir o Brasil real, no sentido da falta de saneamento, de água, de escola integral, de segurança e de uma saúde que precisa funcionar”, afirmou Campos, ressaltando a necessidade de redirecionar o debate eleitoral para as questões que realmente afetam a vida dos cidadãos.
Na mesma data, o plenário do STF discutiu se duas petições relacionadas ao caso Master deveriam ser analisadas em conjunto. A sessão foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, conforme comunicado do Supremo.
