Jogadores são alvos de investigação em operação contra tráfico de armas

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Operação “A Turma” investiga jogadores de futebol por supostos vínculos com organização criminosa.

A Polícia Civil do Espírito Santo lançou, nesta segunda-feira, a operação “A Turma”, que visa desmantelar uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e no comércio ilegal de armas entre estados. A ação tem como alvos jogadores de futebol, incluindo um atacante do Vasco da Gama e um lateral do Santos, que está emprestado ao Vila Nova.

A operação mobiliza agentes em diversas localidades, incluindo Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além de 4 mandados de prisão preventiva. As ações no Espírito Santo ocorrem em Vitória e Serra, enquanto no Rio de Janeiro as diligências são realizadas na Barra da Tijuca e Vargem Grande.

Os detalhes do caso permanecem sob sigilo, e a Polícia Civil não revelou a natureza exata da participação dos jogadores nem se os mandados resultaram na apreensão de itens relacionados a eles ou aos clubes em que atuam.

QUEM SÃO OS JOGADORES

David Corrêa da Fonseca, conhecido como “DVD”, é um atacante de 30 anos, natural de Serra (ES). Ele ingressou no Vasco em 2024, após passagens por clubes como Cruzeiro, Fortaleza, Internacional e São Paulo. Recentemente, participou de uma partida em que o Vasco venceu o Cruzeiro por 3 a 1.

Hayner Willian Monjardim Cordeiro, também de 30 anos e natural de Serra, iniciou sua carreira profissional no Bahia. Com uma trajetória que inclui passagens por diversos clubes brasileiros, além de experiências no futebol de Portugal e Ucrânia, Hayner atuou pelo Santos entre 2024 e 2025, foi emprestado ao CRB e, em 2026, foi cedido ao Vila Nova.

O Vila Nova se manifestou em suas redes sociais sobre as investigações, afirmando que Hayner “colaborou integralmente com as autoridades e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários”. O clube aguarda os desdobramentos das investigações, e até o momento, o jogador segue exercendo suas atividades normalmente.

Em entrevista, o diretor de futebol do Vila Nova, Admar Lopes, afirmou que David “continua a trabalhar normalmente nos próximos dias e está disponível para jogo”. O Vasco da Gama também se pronunciou, informando que “colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações”.

As defesas dos jogadores foram contatadas, mas não foi possível estabelecer contato. O canal permanece aberto para qualquer manifestação, e o texto será atualizado caso haja algum posicionamento enviado.

Eis a íntegra nota do Vila Nova:

NOTA OFICIAL

“O Vila Nova Futebol Clube vem a público se manifestar sobre a Operação A Tropa, deflagrada pela Polícia Federal, que teve entre seus alvos o nosso atleta Hayner, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência e, no Centro de Treinamento Vila do Tigre, exclusivamente em seu armário pessoal, para averiguação.

“Segundo relato do próprio atleta, não há qualquer envolvimento de sua parte com atividades ilícitas. Hayner acredita que tenha sido incluído entre os alvos da medida judicial em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que é oriundo da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo, local também relacionado a outros atletas que foram alvo da operação.

“A medida tem como objetivo justamente averiguar a eventual existência, ou não, de qualquer relação ilícita entre o atleta e o investigado. Hayner colaborou integralmente com as autoridades e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.

“O Vila Nova Futebol Clube também se colocou à disposição das autoridades e da Justiça para contribuir com o esclarecimento de todos os fatos. O clube ressalta que respeita integralmente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, princípios fundamentais para a apuração de qualquer situação.

“Até o momento, o atleta segue exercendo normalmente suas atividades profissionais. Ao longo de sua passagem pelo clube, o atleta sempre demonstrou profissionalismo, cumprindo regularmente suas obrigações e não tendo, até então, dado qualquer margem para questionamentos dessa natureza

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