Justiça determina bloqueio temporário de bens dos proprietários da Marabraz
Disputa familiar se intensifica em meio à recuperação judicial da Marabraz.
A disputa entre os membros da família Fares ocorre em um contexto delicado, com a empresa de móveis Marabraz solicitando recuperação judicial.
O desembargador Roberto Nussinkis Mac Cracken, que preside a Seção de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou o bloqueio provisório das quotas e imóveis da LP Administradora de Bens, que abriga parte do patrimônio da família Fares, proprietária da Marabraz.
Na decisão, foi aceito um recurso especial dos irmãos Nasser e Jamel Fares, que buscam que o Superior Tribunal de Justiça examine a situação. Eles são filhos do fundador da Marabraz, Abdul Hamid Fares, e atualmente controlam a varejista.
O recurso contesta uma operação que transferiu as quotas da LP Administradora para os netos do fundador, Abdul e Nader Fares.
A defesa de Abdul argumentou que não existem riscos que justifiquem as medidas cautelares, afirmando que o patrimônio da LP não deve ser considerado parte da Marabraz e que não há evidências de que os ativos estejam sendo esvaziados.
Apesar disso, o tribunal paulista concedeu um efeito suspensivo parcial. O desembargador manteve a indisponibilidade das quotas e imóveis, mas negou o pedido de intervenção judicial na empresa.
ENTENDA
A disputa pelo controle da LP Administradora ocorre em meio ao pedido de recuperação judicial da Marabraz, protocolado em 15 de agosto, que envolve uma dívida total de R$ 140,188 milhões e abrange cinco empresas ligadas à rede.
A Marabraz enfrenta dificuldades financeiras e de liquidez, mas assegura que suas operações comerciais continuam viáveis. O objetivo do processo é reestruturar as dívidas e garantir a continuidade dos negócios, com as lojas ainda em funcionamento.
Em comunicado, a Marabraz confirmou o pedido de recuperação judicial e reafirmou seu compromisso em manter as operações.
Em nota, a empresa destacou sua longa trajetória no varejo brasileiro, fundamentada em valores como respeito e dedicação a clientes, fornecedores e funcionários.
A Marabraz enfatizou que a recuperação judicial é uma medida responsável para reorganizar suas operações e criar condições para a continuidade dos negócios, priorizando a preservação de empregos e a manutenção das relações estabelecidas ao longo de sua história.
A empresa se compromete a atravessar esse período desafiador com responsabilidade, buscando fortalecer sua operação e se preparar para um novo ciclo de crescimento, respeitando seu legado de ética e confiança.
