Justiça rejeita solicitação para que Richarlison remova publicações sobre ilha

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Juiz nega pedido de Richarlison para remover publicações sobre disputa de propriedade.

O juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, tomou uma decisão importante ao negar o pedido do advogado Willer Tomaz e de sua empresa, WT Administração de Imóveis e Bens. O requerimento visava obrigar o jogador Richarlison a retirar publicações relacionadas à disputa pela posse de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).

A ação foi movida em julho, após Richarlison compartilhar e comentar sobre a disputa nas redes sociais. Em uma postagem, o jogador afirmou ter investido cerca de R$ 10 milhões na propriedade e reclamou sobre a falta de retorno financeiro, expressando sua indignação com a situação.

Na solicitação, Tomaz e sua empresa pediram que o atleta fosse proibido de fazer novas publicações sobre o caso, com a imposição de multas que poderiam chegar a R$ 50 mil por postagem e R$ 50 mil diários se a ordem não fosse cumprida. Além disso, pleitearam uma indenização de R$ 200 mil por danos morais e um esclarecimento público nas redes sociais do jogador.

O juiz rejeitou o pedido de urgência em agosto, argumentando que muitos dos conteúdos questionados já haviam sido excluídos ou eram temporários, como os stories do Instagram, que desaparecem após 24 horas. Assim, não havia evidências de publicações ainda disponíveis que justificassem a ordem de retirada.

Giordano também analisou a solicitação para impedir futuras manifestações do jogador sobre a disputa, considerando que tal proibição poderia infringir o direito à liberdade de expressão, garantido pela Constituição. O magistrado enfatizou que qualquer abuso nas redes sociais poderia ser analisado posteriormente pela Justiça, com a devida responsabilização dos envolvidos.

O processo judicial está em andamento, e o prazo para Willer Tomaz e a WT Administração se manifestarem já foi encerrado. Após a apresentação de novos documentos, o juiz aceitou a inclusão de uma nova publicação atribuída a Richarlison, mas não reavaliou o pedido de retirada das postagens anteriores.

Além disso, foi determinado o envio de uma carta precatória à Justiça do Rio de Janeiro para que Richarlison seja formalmente notificado sobre o processo, permitindo que ele apresente sua defesa.

Disputa pela ilha

Richarlison alega ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição dos direitos sobre a mansão, em parceria com Alencar da Silveira Júnior, ex-presidente do América-MG, e Renato Velasco, seu antigo empresário. O jogador acusa Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro de terem participado de manobras para obter a posse do imóvel, afirmando que sua recusa em vender resultou em ações judiciais contra ele.

Tomaz defende que sua empresa adquiriu os direitos de ocupação da propriedade de forma regular. A disputa judicial teve início em 2022, envolvendo a WT Administração e a Sport 70, ligada ao antigo empresário de Richarlison. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu a favor da empresa de Tomaz, decisão que foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2025. A Sport 70 posteriormente desistiu de contestar judicialmente, encerrando o processo.

Flávio Bolsonaro, amigo de Tomaz, foi convocado como testemunha na ação, mas nega qualquer envolvimento na compra ou venda da propriedade. Richarlison, por sua vez, continua a exigir a devolução do montante investido e solicitou à Polícia Federal que investigue as circunstâncias que levaram a WT Administração a obter os direitos sobre a mansão.

Processo: TJDFT 0743627-33.2026.8.07.0001

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