Kassab afirma que Lula e Bolsonaro não têm chances de vencer a eleição
Cenário eleitoral de 2026 se apresenta aberto, segundo Kassab
A afirmação de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, reflete uma análise de que a corrida eleitoral de 2026 pode oferecer alternativas fora da polarização entre os candidatos tradicionais.
Durante um almoço do Lide em São Paulo, Kassab expressou sua visão de que tanto Lula quanto Bolsonaro enfrentam um alto nível de rejeição, superior a 40%. Ele destacou que as pesquisas atuais não refletem a realidade do período eleitoral, sugerindo que o eleitorado busca novas opções.
O presidente do PSD, reconhecido como um dos principais articuladores políticos do Brasil, enfatizou que há um forte desejo de mudança entre os brasileiros. Ele acredita que esse sentimento é resultado de um ambiente político desgastado.
Kassab criticou diretamente os dois principais candidatos. Em relação a Lula, apontou a falta de eficiência na gestão, enquanto sobre Bolsonaro, que será representado por seu filho na próxima eleição, afirmou que o ex-presidente “não tinha vocação para a vida pública”, embora reconheça a qualidade da equipe econômica que teve, citando Paulo Guedes.
A insatisfação popular também se reflete em questões recorrentes no debate público, como a corrupção. Kassab comentou que o tema tem dominado as conversas cotidianas, evidenciando a frustração da população com a falta de respostas do governo federal.
Além disso, Kassab fez um apelo por maior transparência na gestão pública, argumentando que a falta de interesse das últimas administrações tem impedido avanços nesse aspecto. Ele ressaltou que a transparência é uma demanda popular e que não deveria ser um obstáculo para a gestão.
O próximo presidente, segundo Kassab, enfrentará desafios institucionais significativos. Ele ressaltou a necessidade de um líder forte que possa realizar os ajustes necessários, inclusive em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tem se tornado um ponto central nas discussões políticas e econômicas.
A crescente tensão entre o Judiciário e o setor privado, impulsionada por decisões do STF que afetam o mercado, tem gerado um clima de insegurança jurídica. Kassab acredita que o próximo presidente deve ter a capacidade política para restabelecer um equilíbrio institucional e conduzir um ajuste fiscal eficaz.
O PSD, segundo Kassab, não considera a possibilidade de se aliar ao PT nas próximas eleições. Ele afirmou que o partido busca um papel de protagonismo, com a intenção de lançar um candidato próprio, alinhado a uma agenda mais centrista.
Nos bastidores, há uma percepção de que o atual ambiente político, caracterizado por tensões e um desejo de mudança, pode favorecer uma candidatura que responda a essas demandas. Contudo, alguns analistas acreditam que Kassab está aguardando um cenário mais definido antes de tomar decisões sobre possíveis apoios.
