Laudos ao STF apontam recuperação clínica de Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta evolução satisfatória em seu quadro clínico durante acompanhamento domiciliar.
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou novos laudos médicos e relatórios fisioterapêuticos ao Supremo Tribunal Federal, detalhando o estado de saúde do ex-presidente. Os documentos foram apresentados no contexto da Execução Penal 169, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Os relatórios informam sobre o acompanhamento domiciliar de Bolsonaro após um episódio de pneumonia bacteriana em março. O cardiologista responsável pelo seu tratamento indicou que o ex-presidente está evoluindo de forma satisfatória, com a pressão arterial controlada, embora ainda sofra de fadiga, cansaço e desequilíbrio.
Recentemente, Bolsonaro apresentou um episódio de soluços que durou pouco tempo, um sintoma que se tornou uma queixa frequente desde o atentado que sofreu em 2018. A rotina de reabilitação do ex-presidente inclui três sessões de fisioterapia por semana e seis de reabilitação cardiorrespiratória, com foco na força dos membros inferiores para minimizar o risco de quedas.
O relatório fisioterapêutico, elaborado por Kleber Antônio Caiado de Freitas, aponta que Bolsonaro relatou dor em todos os movimentos do ombro, o que impossibilitou a realização de exercícios específicos. O exame físico realizado pelo cardiologista também revelou murmúrios vesiculares reduzidos na base do pulmão esquerdo, uma sequela da pneumonia, e um ortopedista está acompanhando o tratamento do ombro direito.
Em um relatório anterior, o fisioterapeuta mencionou que o ex-presidente sofre de dores crônicas e intensas no ombro, o que pode levar à necessidade de uma nova cirurgia no local. Bolsonaro recebeu alta do hospital em 27 de março, após 14 dias internado devido a uma broncopneumonia bacteriana bilateral, considerada grave por sua equipe médica.
Após a alta, o ex-presidente retornou ao seu condomínio em Brasília, onde iniciou um período de prisão domiciliar de 90 dias, conforme autorização do ministro Moraes.
