Lewandowski classifica decisão dos EUA sobre PCC e CV como atentado

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Ex-ministro critica classificação de facções como terroristas e seus impactos na democracia e investimentos no Brasil.

O ex-ministro do STF e da Justiça, Ricardo Lewandowski, expressou sua preocupação com a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo ele, essa medida pode ser um ataque à democracia brasileira e complicar a atração de investimentos estrangeiros.

Lewandowski fez suas declarações durante o painel intitulado “Pacto federativo: governança democrática e sustentabilidade fiscal”, no 14º Fórum de Lisboa, que ocorre em Portugal de 1º a 3 de junho.

Ele ressaltou a importância de uma “coordenação centralizada” na segurança pública, afirmando que a responsabilidade foi delegada aos Estados, mas o crime organizado atualmente transcende fronteiras estaduais e nacionais. Ele propôs a PEC da Segurança Pública para estabelecer uma melhor coordenação entre as forças de segurança.

O ex-ministro também mencionou que houve uma “certa desfiguração” da proposta inicial na Câmara dos Deputados, o que pode comprometer a eficácia das medidas de segurança.

14º FÓRUM DE LISBOA

O tema deste ano no Fórum de Lisboa é “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. O evento conta com a participação de figuras proeminentes, como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

O número de participantes aumentou de 360 em 2025 para 450 em 2026, estabelecendo um novo recorde. No entanto, a quantidade de autoridades brasileiras diminuiu, exceto no Legislativo, que contará com dois congressistas a mais. A mudança no foco do evento, mais globalizado, explica a maior presença de palestrantes internacionais.

O 14º Fórum de Lisboa recebe o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, uma distinção que reconhece a relevância cívica, cultural e científica do evento, sem implicar em financiamento, mas sim em um reconhecimento institucional.

Essa chancela, segundo os organizadores, sublinha a importância do evento para o fortalecimento do debate democrático e a reflexão sobre os desafios contemporâneos enfrentados por Portugal, Brasil e a comunidade internacional.

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