Líbano confirma aceitação do Hezbollah à proposta dos EUA para cessar ataques contra Israel
Possível cessar-fogo entre Hezbollah e Israel é anunciado após negociações mediadas pelos EUA.
O Líbano anunciou que o Hezbollah aceitou uma proposta dos Estados Unidos para interromper ataques contra Israel, em troca da suspensão das ofensivas israelenses em Beirute. A informação surgiu após uma conversa entre o presidente americano e representantes do grupo islamista.
O acordo prevê que “os ataques israelenses contra Dahiyeh cessariam em troca de o Hezbollah se abster de lançar ataques contra Israel”. Essa região é um subúrbio ao sul de Beirute, que havia sido alvo de ameaças por parte do primeiro-ministro israelense.
Israel intensificou sua ofensiva no Líbano, realizando bombardeios em áreas consideradas bastiões do Hezbollah. Essa é a incursão militar mais profunda do país na região em 26 anos.
O presidente Trump afirmou ter conseguido convencer ambas as partes a reduzir a tensão. Em suas declarações, garantiu que não haveria envio de tropas para Beirute e que qualquer força em movimento já havia sido retirada.
Trump também destacou que teve uma conversa produtiva com o Hezbollah, que concordou em parar os disparos, enquanto Israel se comprometeu a não atacar. No entanto, Netanyahu alertou que se o Hezbollah não cessasse suas ações, Israel retaliaria.
Cessar-fogo
O anúncio do acordo ocorre antes de uma nova rodada de negociações diretas entre Israel e Líbano. O Hezbollah declarou que sua posição é de um amplo cessar-fogo em todo o território libanês, conforme noticiado por canais locais.
Apesar do acordo, o Hezbollah continuou a reivindicar ataques contra alvos israelenses no sul do Líbano, mesmo após o anúncio de Trump. Relatos de agências de notícias indicam que Israel também realizou vários bombardeios na região, incluindo um ataque que atingiu um hospital na cidade de Tiro.
O Irã, aliado do Hezbollah, acusou Israel de ultrapassar limites e ameaçou abrir novas frentes, enfatizando que qualquer acordo com os EUA dependerá da implementação de um cessar-fogo efetivo.
Embora uma trégua tenha sido acordada em 17 de abril, ela não foi respeitada. O Conselho de Segurança da ONU iniciou discussões sobre a situação no Líbano, enquanto muitas famílias estavam deixando o sul da capital, evidenciando o clima de pânico generalizado entre a população.
Israel justificou sua ofensiva como uma medida para “esmagar” o Hezbollah, que retomou hostilidades em solidariedade ao Irã, alvo de ações israelense-americanas.
‘Agressão feroz’
Israel anunciou a captura da fortaleza de Beaufort, considerada estratégica, o que Netanyahu descreveu como uma virada nas operações. O Hezbollah, por sua vez, afirmou estar em combate nas redondezas da fortaleza.
O Exército israelense bombardeou mais de 40 localidades no sul do Líbano, resultando em danos significativos e feridos, conforme relatórios locais.
O presidente libanês denunciou a “agressão feroz” israelense, mas reafirmou que as negociações são a única solução viável para o conflito.
Desde o início das hostilidades, mais de 3.412 pessoas perderam a vida no Líbano, e mais de um milhão foram deslocadas. O número de mortos do lado israelense chegou a 26, com a confirmação de mais uma fatalidade nesta segunda-feira.
