Líderes bolsonaristas comentam pesquisa Datafolha e afirmam que tragédia não ocorreu e que liderança será recuperada em 15 dias
Líderes bolsonaristas reagem a pesquisa Datafolha com otimismo moderado.
Líderes do PL, partido de Jair Bolsonaro, demonstraram uma postura de otimismo em relação aos resultados da pesquisa Datafolha, que indicou uma leve alta nas intenções de voto para Luiz Inácio Lula da Silva em comparação a Flávio Bolsonaro.
O senador Marcos Rogério (PL-RO) avaliou que os números não foram tão alarmantes quanto o esperado. Na pesquisa mais recente, Lula subiu de 38% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 35% para 31%. No cenário de segundo turno, a vantagem de Lula se manteve em um empate técnico, com 47% contra 43%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
“Para quem esperava uma tragédia, parece que ela não veio, né?”, comentou Marcos Rogério após um evento em Guarujá (SP). Ele acredita que Flávio está lidando com a situação de forma positiva, contrapondo-se à expectativa do governo federal e da oposição de que a candidatura bolsonarista perderia força.
Recentemente, surgiram informações sobre conversas entre Flávio e o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, onde o senador solicitou apoio financeiro para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a vida de seu pai, Jair Bolsonaro.
Marcos Rogério também descartou a possibilidade de Flávio ser substituído por Michelle Bolsonaro nas eleições. Ele afirmou que essa questão não foi discutida dentro do partido e que a pré-candidatura de Flávio continua firme.
“Não há nenhum tipo de movimento no sentido de reavaliar a candidatura ou de optar por um nome diferente. A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro continua seguindo em frente, naturalmente”, afirmou o senador.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também minimizou a queda nas intenções de voto para Flávio, ressaltando que ele ainda é um candidato viável. Em suas redes sociais, ele expressou confiança de que, em breve, Flávio retome a liderança nas pesquisas. “Daqui a 15 dias vamos voltar à liderança de todas as pesquisas”, concluiu.
