Lindbergh solicita ao STF investigação de Flávio por irregularidades nos Correios

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Flávio Bolsonaro é alvo de novo pedido de investigação no STF

O deputado Lindbergh Farias (PT) solicita ao Supremo Tribunal Federal (STF) a reabertura de investigações relacionadas a Flávio Bolsonaro, que nunca foi formalmente investigado por supostas irregularidades nos Correios. O pedido surge após o nome do senador aparecer em gravações e áudios vinculados a um inquérito da Polícia Federal iniciado em 2018.

O petista requer que um novo relator seja designado para o caso, em vez de enviá-lo automaticamente ao ministro Kassio Nunes Marques, que já havia arquivado indícios contra Flávio em 2021. Entre as evidências, destaca-se o relato de um investigado que afirmou que o senador teria sido abordado com uma proposta de propina para influenciar a nomeação do presidente dos Correios durante o governo de Jair Bolsonaro.

A juíza que conduzia a operação “Postal Off” considerou que as informações sobre o senador mereciam investigação e encaminhou o caso ao STF. Contudo, Nunes Marques, após consulta ao procurador-geral da República da época, Augusto Aras, decidiu arquivar o inquérito, alegando a falta de provas contra Flávio. Ambos foram indicados por Jair Bolsonaro para seus cargos.

Prejuízo milionário aos Correios

A investigação da Polícia Federal revelou um esquema que causou um prejuízo superior a 94 milhões de reais aos Correios. O inquérito teve início em novembro de 2018, logo após a eleição de Jair Bolsonaro, quando o serviço de inteligência da estatal em Santa Catarina alertou sobre tentativas de corrupção envolvendo um grupo empresarial que buscava subornar o chefe da empresa no estado.

O esquema consistia em fraudar a quantidade de correspondências, onde a estatal aceitava grandes volumes para envio, mas cobrava apenas uma parte do total, com a diferença sendo apropriada pelos envolvidos no esquema. Um dos principais personagens foi Marciano da Silva Oliveira, que se reuniu com o então diretor dos Correios no Rio, Clever Isaías Machado, e gravou uma conversa onde Machado mencionou que tinha apoio de um empresário que tinha acesso a Flávio Bolsonaro.

Esse empresário era Eduardo Scheurer, conhecido como “Duda”, que liderava a Positiva, uma empresa envolvida no esquema em parceria com outra chamada Lógika. A PF apurou que a Lógika havia tentado subornar Oliveira para que a estatal catarinense se integrasse ao esquema originado no Rio.

Scheurer, em áudios enviados a um grupo de WhatsApp, fez novas referências a Flávio Bolsonaro e ao papel do senador em potencializar a indicação de um novo presidente para os Correios. A conexão entre Scheurer e Flávio era mediada por Carlos Favoreto, um conhecido do clã Bolsonaro, que também havia contribuído financeiramente para a campanha de Flávio em 2018.

“Vou te dar só o sobrenome, tá? Bolsonaro”

Durante a campanha de 2018, Favoreto foi um dos responsáveis pela arrecadação de fundos para Flávio, o que gerou uma suposta “moeda de troca”. Em um áudio datado de fevereiro de 2019, Scheurer mencionou que Favoreto levaria uma proposta a Brasília, oferecendo “um barão por mês” em troca da indicação para a presidência dos Correios.

Em outra gravação, Scheurer relatou que Favoreto não revelou seu nome a Flávio, mas falou sobre um empresário que poderia trazer um projeto vantajoso para os Correios, mencionando que Flávio ficou entusiasmado com a proposta. No entanto, a resistência de Jair Bolsonaro em abrir mão da escolha do presidente da estatal complicou a situação.

As últimas menções a Flávio nas investigações ocorreram em abril de 2019, quando um ex-diretor dos Correios em São Paulo mencionou que um “senador” havia solicitado indicações para a liderança da estatal. Ao ser questionado, ele se referiu a Flávio apenas pelo sobrenome, “Bolsonaro”.

Na gaveta de Nunes Marques

Após as menções a Flávio, a juíza Claudia Maria Dadico decidiu encaminhar o inquérito ao STF em abril de 2021, argumentando que as evidências eram relevantes e mereciam investigação. No entanto, o caso ficou sob a rel

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