Luiz Marinho solicita alterações no FI-FGTS e revela participação no conselho

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Ministro do Trabalho critica ineficácia do FI-FGTS e busca soluções em reunião futura

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, expressou sua insatisfação com a falta de efetividade do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) e anunciou sua participação na próxima reunião do comitê do fundo, agendada para o final de setembro.

Durante a reunião, Marinho comentou sobre a recente aprovação do Voto nº 16/2026/MTE, que permite o resgate de R$ 5,8 bilhões em recursos que estavam inativos na tesouraria do FI-FGTS, destinados ao caixa principal do fundo de garantia.

O ministro declarou: “É incompreensível para mim a ausência de efetividade do FI. Esperava que o FI estivesse demandando mais recursos para investimento, ao invés de termos que resgatar por falta de projetos disponíveis.”

Marinho também descartou a ideia de que a taxa de juros seja o principal impedimento para a realização de novos investimentos, levantando a questão sobre a possível falta de capacidade técnica na seleção de propostas. “Precisamos entender melhor o que está acontecendo aqui, inclusive se está faltando expertise,” afirmou.

A declaração foi feita ao final da 207ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada no Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília.

DIAGNÓSTICO DA EQUIPE TÉCNICA

De acordo com informações do coordenador-geral do FGTS, Douglas, o patrimônio líquido do FI-FGTS era de R$ 21,4 bilhões em junho de 2026. Deste total, R$ 5,8 bilhões estavam sem destinação e não houve novos aportes em projetos de infraestrutura desde 2016.

Desde a sua criação em 2007, o FI-FGTS já integralizou R$ 22,9 bilhões, enquanto R$ 29,8 bilhões foram resgatados, conforme dados da equipe técnica do Ministério do Trabalho e Emprego.

TENTATIVAS DE REATIVAÇÃO

O Conselho Curador já implementou diversas medidas na tentativa de reativar a carteira do fundo, mas nenhuma delas foi eficaz para retomar as contratações.

Atualmente, o Ministério do Trabalho e Emprego, a Caixa Econômica Federal e o BNDES estão em negociação para uma reformulação estrutural do FI-FGTS. Entretanto, a falta de perspectivas a curto prazo resultou na devolução dos R$ 5,8 bilhões ao caixa geral do FGTS.

As iniciativas tentadas incluem:

  • lançamento de chamadas públicas;
  • revisão da taxa de administração paga à Caixa Econômica Federal;
  • criação de grupos de trabalho.

APELO AO SETOR PRIVADO

Em sua fala, o ministro pediu aos empresários presentes que apresentem propostas e não descartou a possibilidade de buscar apoio técnico externo para resolver a situação.

Marinho também orientou o secretário de Trabalho, Carlos Augusto, a alinhar com a Caixa Econômica Federal e o comitê do FI-FGTS alternativas para superar o impasse antes da próxima reunião do comitê.

As reuniões do Conselho Curador do FGTS ocorrem a cada dois meses, e a próxima está prevista para o final de setembro de 2026.

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