Lula afirma que liberdade de expressão tem limites nas redes sociais

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Presidente Lula destaca limites da liberdade de expressão durante sanção de lei que aumenta penas para crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou, em evento no Palácio do Planalto, que a liberdade de expressão deve ter limites, especialmente no contexto do uso de redes sociais. Sua declaração ocorreu durante a sanção do projeto de lei nº 3066 de 2025, que visa endurecer as penas para crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes.

“Não vamos permitir que a liberdade de expressão, que todos nós defendemos, seja confundida com genocídio, assassinato, violência e banalidade contra o ser humano. Tem limite, esse é o exercício da democracia plena. O limite é não ferir a liberdade do outro”, afirmou o presidente.

Lula também fez referência a membros da oposição no Congresso, mencionando que anteriormente havia resistência à punição de crimes online, com a justificativa de que isso feriria a liberdade de expressão.

A resistência mencionada pelo presidente envolve políticos que se opõem à regulamentação das redes sociais voltadas para crianças e adolescentes. Entre os críticos, destaca-se um deputado que argumentou que a nova legislação poderia facilitar a censura.

No discurso, Lula ressaltou que a compreensão sobre a necessidade de uma resposta mais ágil contra o crime digital está crescendo. Ele destacou que, em um ambiente virtual, as crianças muitas vezes não têm a capacidade de se proteger sozinhas.

O projeto de lei sancionado amplia as possibilidades de infiltração policial em ambientes digitais e aumenta as penas para crimes cometidos por meio da internet contra menores. A proposta é de um deputado que tem se dedicado a questões relacionadas à segurança infantil.

AUMENTO DE PUNIÇÕES

A nova legislação estabelece punições mais severas para crimes que envolvem o uso de inteligência artificial, deepfakes, perfis falsos, e a exploração de relações de confiança para aliciar vítimas.

Durante a sanção, o ministro da Justiça e Segurança Pública destacou que a nova lei posiciona a legislação brasileira entre as mais avançadas do mundo. O texto inclui medidas como:

  • criminalização da criação de imagens realistas com rosto ou voz de menores utilizando inteligência artificial;
  • punição para constrangimento de menores visando a obtenção de imagens íntimas, caracterizando extorsão;
  • autorização para rondas virtuais, permitindo a varredura policial em ambientes digitais abertos;
  • interrupção de transmissões de abuso em tempo real.

O objetivo, segundo o ministro, é preservar o uso legítimo da internet e garantir a privacidade dos usuários.

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