Lula aguarda renúncia de Jaques Wagner da liderança do governo, afirmam aliados

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Pressão sobre Jaques Wagner para renunciar à liderança do governo no Senado aumenta.

BRASÍLIA, DF – A situação política se intensificou com a articulação de ministros e aliados do presidente Lula para convencer Jaques Wagner a deixar a liderança do governo no Senado. A decisão é vista como necessária devido à avaliação de que sua permanência se tornou insustentável.

Embora Lula não pretenda destituí-lo diretamente, espera que a renúncia venha de Wagner. Essa estratégia é parte de um movimento mais amplo para lidar com a delicada situação enfrentada pelo senador.

Aliados de Lula, incluindo ministros e membros do Governo da Bahia, estão envolvidos na articulação, cientes da gravidade da situação de Wagner. A expectativa é que ele anuncie sua saída até a próxima segunda-feira.

Recentemente, após uma operação da Polícia Federal na Bahia relacionada ao Banco Master, Lula fez duas ligações para Wagner. No entanto, as conversas não permitiram discutir a sucessão na liderança, devido ao estado emocional do senador.

Ministros ressaltam que o gesto de solidariedade do presidente não deve ser interpretado como uma garantia de que Wagner permanecerá no cargo. Em vez disso, é um convite para que ele considere a saída como uma decisão pessoal, focando em sua defesa.

Além disso, foi sugerido que Wagner concedesse uma entrevista para esclarecer sua posição, mas a opinião dentro do governo é de que as explicações foram insuficientes, o que pode levar a novos desdobramentos.

A operação da Polícia Federal também levanta questões sobre possíveis implicações para Flávio Bolsonaro, que teve conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em busca de recursos para um filme sobre Jair Bolsonaro.

Wagner, em entrevista, expressou confiança na relação com Lula e na sua integridade, afirmando que a liderança do governo no Senado permanece sob sua responsabilidade até novas ordens. Ele acredita que a confiança do presidente em sua capacidade o manterá no cargo.

Contudo, aliados de Lula consideram que as declarações de Wagner foram excessivas, sem garantir sua permanência. A Polícia Federal executou mandados de busca e apreensão em uma nova fase da operação Compliance Zero, com ações em Salvador, São Paulo e Brasília, incluindo endereços relacionados a Wagner.

As investigações também se estenderam ao enteado de Wagner e sua esposa, aumentando ainda mais a pressão sobre o senador e sua posição no governo.

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