Lula amplia ações direcionadas às mulheres para manter apoio feminino

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Lula intensifica ações voltadas às mulheres em resposta a queda na aprovação feminina.

Nos últimos meses, o presidente Lula tem se dedicado a uma agenda focada nas mulheres, buscando recuperar a confiança do eleitorado feminino, que se mostrou menos favorável nas últimas pesquisas de intenção de voto.

Desde o início do ano, o presidente participou de mais de dez eventos voltados para esse público, incluindo seminários e cerimônias, sempre acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja.

De acordo com assessores, Janja teve um papel crucial na inclusão de questões femininas na agenda presidencial e nos discursos de Lula.

Um dos eventos mais significativos foi o Pacto contra o Feminicídio, que foi estabelecido entre os três Poderes após uma série de crimes de feminicídio que chocaram o país.

Recentemente, uma pesquisa indicou que Lula perdeu a vantagem que tinha entre as mulheres. Em um cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o apoio feminino ao presidente caiu de 50% para 47%, enquanto o apoio a Bolsonaro subiu para 43%.

Essa mudança ocorre em um contexto onde o presidente já havia feito declarações consideradas machistas, como ao se referir à diretora do FMI como “mulherzinha” e ao comentar sobre a nomeação de uma “mulher bonita” para o ministério.

A frequência de eventos voltados para o público feminino aumentou significativamente a partir do segundo semestre do ano passado, resultando na sanção de mais de cinco leis que beneficiam diretamente as mulheres, incluindo medidas contra a violência doméstica.

Entre as novas legislações, destaca-se a tipificação do vicaricídio e a utilização de tornozeleiras eletrônicas para agressores. Além disso, um decreto foi publicado para melhorar o funcionamento do Ligue 180, serviço de denúncias, e foi instituído o Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio.

Recentemente, Lula também sancionou a regulamentação da profissão de doula, evidenciando a preocupação com a saúde e bem-estar das mulheres durante a gestação e o parto.

O governo promoveu um seminário para servidores da Presidência, focado na luta contra o feminicídio, onde Janja e Lula participaram em grupos separados, refletindo a intenção de abordar a questão de forma mais sensível.

Além disso, o presidente tem buscado reforçar a presença feminina no esporte, com iniciativas relacionadas à Copa do Mundo Feminina de 2027, embora a logística tenha impedido a entrega do troféu da Copa Feminina durante um evento no Planalto.

Lula tem incluído o tema da violência contra a mulher em seus discursos, frequentemente mencionando a influência de Janja em sua conscientização sobre a gravidade do problema.

Apesar das ações voltadas às mulheres, a composição do ministério de Lula permanece majoritariamente masculina. A saída de ministros para as eleições resultou em uma redução ainda maior da representação feminina, com apenas 8 mulheres ocupando cargos entre as 38 pastas.

As mudanças no ministério incluem a substituição de quatro mulheres por homens, enquanto duas mulheres assumiram novos cargos, refletindo a continuidade de desafios na inclusão feminina em posições de liderança.

A pressão da sociedade para que Lula indicasse uma mulher para o STF também foi significativa, mas o presidente optou por homens nas suas duas indicações para a corte.

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